BANCO DE QUESTÕES

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Exercício Trecho enunciado da questão Ano Entidade promotora Visualizar
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         O que é bullying virtual ou cyberbullying?


         É o bullying que ocorre em meios eletrônicos, com
mensagens difamatórias ou ameaçadoras circulando por
e-mails, sites, blogs (os diários virtuais), redes sociais e
celulares. É quase uma extensão do que dizem e fazem
na escola, mas com o agravante de que as pessoas
envolvidas não estão cara a cara.
       Dessa forma, o anonimato pode aumentar a
crueldade dos comentários e das ameaças e os efeitos
podem ser tão graves ou piores. “O autor, assim como
o alvo, tem dificuldade de sair de seu papel e retomar
valores esquecidos ou formar novos”, explica Luciene
Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora
da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de
Campinas (Unicamp).


Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br. Acesso em: 3 ago. 2012 (adaptado).


Segundo o texto, com as tecnologias de informação e comunicação, a prática do bullying ganha novas nuances de perversidade e é potencializada pelo fato de

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      Na verdade, o que se chama genericamente de índios
é um grupo de mais de trezentos povos que, juntos, falam
mais de 180 línguas diferentes. Cada um desses povos
possui diferentes histórias, lendas, tradições, conceitos
e olhares sobre a vida, sobre a liberdade, sobre o tempo
e sobre a natureza. Em comum, tais comunidades
apresentam a profunda comunhão com o ambiente em que
vivem, o respeito em relação aos indivíduos mais velhos, a
preocupação com as futuras gerações, e o senso de que
a felicidade individual depende do êxito do grupo. Para
eles, o sucesso é resultado de uma construção coletiva.
Estas ideias, partilhadas pelos povos indígenas, são
indispensáveis para construir qualquer noção moderna de
civilização. Os verdadeiros representantes do atraso no
nosso país não são os índios, mas aqueles que se pautam
por visões preconceituosas e ultrapassadas de “progresso”.


AZZI, R. As razões de ser guarani-kaiowá. Disponível em: www.outraspalavras.net.
Acesso em: 7 dez. 2012.


Considerando-se as informações abordadas no texto, ao iniciá-lo com a expressão “Na verdade”, o autor tem como objetivo principal

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O poema de Oswald de Andrade remonta à ideia de que a brasilidade está relacionada ao futebol. Quanto à questão da identidade nacional, as anotações em torno dos versos constituem

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Os objetivos que motivam os seres humanos a estabelecer comunicação determinam, em uma situação
de interlocução, o predomínio de uma ou de outra função de linguagem. Nesse texto, predomina a função que se caracteriza por

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A contemporaneidade identificada na performance / instalação do artista mineiro Paulo Nazareth reside
principalmente na forma como ele

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                  O bit na galáxia de Gutenberg


     Neste século, a escrita divide terreno com diversos
meios de comunicação. Essa questão nos faz pensar
na necessidade da “imbricação, na coexistência e
interpretação recíproca dos diversos circuitos de produção
e difusão do saber...”.
     É necessário relativizar nossa postura frente às
modernas tecnologias, principalmente à informática. Ela é
um campo novidativo, sem dúvida, mas suas bases estão
nos modelos informativos anteriores, inclusive, na tradição
oral e na capacidade natural de simular mentalmente os
acontecimentos do mundo e antecipar as consequências
de nossos atos. A impressão é a matriz que deflagrou
todo esse processo comunicacional eletrônico. Enfatizo,
assim, o parentesco que há entre o computador e os outros
meios de comunicação, principalmente a escrita, uma
visão da informática como um “desdobramento daquilo
que a produção literária impressa e, anteriormente, a
tradição oral já traziam consigo”.


NEITZEL, L. C. Disponível em: www.geocities.com. Acesso em: 1 ago. 2012 (adaptado).


Ao tecer considerações sobre as tecnologias da contemporaneidade e os meios de comunicação do
passado, esse texto concebe que a escrita contribui para uma evolução das novas tecnologias por

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TEXTO I
       É evidente que a vitamina D é importante — mas como
obtê-la? Realmente, a vitamina D pode ser produzida
naturalmente pela exposição à luz do sol, mas ela também
existe em alguns alimentos comuns. Entretanto, como
fonte dessa vitamina, certos alimentos são melhores do
que outros. Alguns possuem uma quantidade significativa
de vitamina D, naturalmente, e são alimentos que talvez
você não queira exagerar: manteiga, nata, gema de ovo
e fígado.


Disponível em: http://saude.hsw.uol.com.br. Acesso em: 31 jul. 2012.


TEXTO II
     Todos nós sabemos que a vitamina D (colecalciferol)
é crucial para sua saúde. Mas a vitamina D é realmente
uma vitamina? Está presente nas comidas que os
humanos normalmente consomem? Embora exista em
algum percentual na gordura do peixe, a vitamina D
não está em nossas dietas, a não ser que os humanos
artificialmente incrementem um produto alimentar, como
o leite enriquecido com vitamina D. A natureza planejou
que você a produzisse em sua pele, e não a colocasse
direto em sua boca.
Então, seria a vitamina D realmente uma vitamina?


Disponível em: www.umaoutravisao.com.br. Acesso em: 31 jul. 2012.


Frequentemente circulam na mídia textos de divulgação científica que apresentam informações divergentes
sobre um mesmo tema. Comparando os dois textos, constata-se que o Texto II contrapõe-se ao I quando

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     Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula
disse sim a outra molécula e nasceu a vida. Mas antes da
pré-história havia a pré-história da pré-história e havia o
nunca e havia o sim. Sempre houve. Não sei o quê, mas
sei que o universo jamais começou.
     [...]
     Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta
continuarei a escrever. Como começar pelo início, se as
coisas acontecem antes de acontecer? Se antes da pré-
pré-história já havia os monstros apocalípticos? Se esta
história não existe, passará a existir. Pensar é um ato.
Sentir é um fato. Os dois juntos — sou eu que escrevo o
que estou escrevendo. [...] Felicidade? Nunca vi palavra
mais doida, inventada pelas nordestinas que andam por
aí aos montes.
     Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado
de uma visão gradual — há dois anos e meio venho aos
poucos descobrindo os porquês. É visão da iminência de.
De quê? Quem sabe se mais tarde saberei. Como que
estou escrevendo na hora mesma em que sou lido. Só não
inicio pelo fim que justificaria o começo — como a morte
parece dizer sobre a vida — porque preciso registrar os
fatos antecedentes.


LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998 (fragmento).


A elaboração de uma voz narrativa peculiar acompanha a trajetória literária de Clarice Lispector, culminada com a obra A hora da estrela, de 1977, ano da morte da escritora. Nesse fragmento, nota-se essa peculiaridade porque o narrador

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   Para Carr, internet atua no comércio da distração


Autor de “A Geração Superficial” analisa a influência
                      da tecnologia na mente


       O jornalista americano Nicholas Carr acredita que a
internet não estimula a inteligência de ninguém. O autor
explica descobertas científicas sobre o funcionamento do
cérebro humano e teoriza sobre a influência da internet
em nossa forma de pensar.
        Para ele, a rede torna o raciocínio de quem navega
mais raso, além de fragmentar a atenção de seus usuários.
        Mais: Carr afirma que há empresas obtendo lucro
com a recente fragilidade de nossa atenção. “Quanto
mais tempo passamos on-line e quanto mais rápido
passamos de uma informação para a outra, mais dinheiro
as empresas de internet fazem”, avalia.
       “Essas empresas estão no comércio da distração e
são experts em nos manter cada vez mais famintos por
informação fragmentada em partes pequenas. É claro
que elas têm interesse em nos estimular e tirar vantagem
da nossa compulsão por tecnologia.”


ROXO, E. Folha de S. Paulo, 18 fev. 2012 (adaptado).


A crítica do jornalista norte-americano que justifica o título do texto é a de que a internet

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Gripado, penso entre espirros em como a palavra gripe nos chegou após uma série de contágios entre línguas. Partiu da Itália em 1743 a epidemia de gripe que disseminou pela Europa, além do vírus propriamente dito, dois vocábulos virais: o italiano influenza e o francês grippe. O primeiro era um termo derivado do latim medieval influentia, que significava “influência dos astros sobre os homens”. O segundo era apenas a forma nominal do verbo gripper, isto é, “agarrar”. Supõe-se que fizesse referência ao modo violento como o vírus se apossa do organismo infectado.

RODRIGUES, S. Sobre palavras.Veja, São Paulo, 30 nov. 2011.


Para se entender o trecho como uma unidade de sentido, é preciso que o leitor reconheça a ligação entre
seus elementos. Nesse texto, a coesão é construída predominantemente pela retomada de um termo por outro e pelo uso da elipse. O fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito é:

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Pelas características da linguagem visual e pelas escolhas vocabulares, pode-se entender que o
texto possibilita a reflexão sobre uma problemática contemporânea ao

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Nessa charge, o recurso morfossintático que colabora para o efeito de humor está indicado pelo(a)

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Mesmo tendo a trajetória do movimento interrompida com a prisão de seus dois líderes, o tropicalismo não deixou de cumprir seu papel de vanguarda na música popular brasileira. A partir da década de 70 do século passado, em lugar do produto musical de exportação de nível internacional prometido pelos baianos com a “retomada da linha evolutória”, instituiu-se nos meios de comunicação e na indústria do lazer uma nova era musical.

TINHORÃO, J. R. Pequena história da música popular: da modinha ao tropicalismo.
São Paulo: Art, 1986 (adaptado).


A nova era musical mencionada no texto evidencia um gênero que incorporou a cultura de massa e se adequou à realidade brasileira. Esse gênero está representado pela obra cujo trecho da letra é:

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Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de
Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na concepção do eu lírico, esse julgamento revela que

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                                       Querô
DELEGADO — Então desce ele. Vê o que arrancam
desse sacana.
SARARÁ — Só que tem um porém. Ele é menor.
DELEGADO — Então vai com jeito. Depois a gente
entrega pro juiz.
(Luz apaga no delegado e acende no repórter, que se
dirige ao público.)
REPÓRTER — E o Querô foi espremido, empilhado,
esmagado de corpo e alma num cubículo imundo, com
outros meninos. Meninos todos espremidos, empilhados,
esmagados de corpo e alma, alucinados pelos seus
desesperos, cegados por muitas aflições. Muitos
meninos, com seus desesperos e seus ódios, empilhados,
espremidos, esmagados de corpo e alma no imundo
cubículo do reformatório. E foi lá que o Querô cresceu.


MARCOS, P. Melhor teatro. São Paulo: Global, 2003 (fragmento).


No discurso do repórter, a repetição causa um efeito de sentido de intensificação, construindo a ideia de

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Pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro, a carta de Pero Vaz de Caminha e a obra de Portinari retratam a
chegada dos portugueses ao Brasil. Da leitura dos textos, constata-se que

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                   A diva


Vamos ao teatro, Maria José?
Quem me dera,
desmanchei em rosca quinze kilos de farinha,
tou podre. Outro dia a gente vamos.
Falou meio triste, culpada,
e um pouco alegre por recusar com orgulho.
TEATRO! Disse no espelho.
TEATRO! Mais alto, desgrenhada.
TEATRO! E os cacos voaram
sem nenhum aplauso.
Perfeita.


PRADO, A. Oráculos de maio. São Paulo: Siciliano, 1999.


Os diferentes gêneros textuais desempenham funções sociais diversas, reconhecidas pelo leitor com base em suas características específicas, bem como na situação comunicativa em que ele é produzido. Assim, o texto A diva 

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                              Jogar limpo


     Argumentar não é ganhar uma discussão a qualquer
preço. Convencer alguém de algo é, antes de tudo, uma
alternativa à prática de ganhar uma questão no grito ou na
violência física — ou não física. Não física, dois pontos. Um
político que mente descaradamente pode cativar eleitores.
Uma publicidade que joga baixo pode constranger multidões a
consumir um produto danoso ao ambiente. Há manipulações
psicológicas não só na religião. E é comum pessoas agirem
emocionalmente, porque vítimas de ardilosa — e cangoteira —
sedução. Embora a eficácia a todo preço não seja argumentar,
tampouco se trata de admitir só verdades científicas —
formar opinião apenas depois de ver a demonstração e as
evidências, como a ciência faz. Argumentar é matéria da vida
cotidiana, uma forma de retórica, mas é um raciocínio que
tenta convencer sem se tornar mero cálculo manipulativo, e
pode ser rigoroso sem ser científico.


Língua Portuguesa, São Paulo, ano 5, n. 66, abr. 2011 (adaptado).


No fragmento, opta-se por uma construção linguística bastante diferente em relação aos padrões normalmente empregados na escrita. Trata-se da frase “Não física, dois pontos”. Nesse contexto, a escolha por se representar por extenso o sinal de pontuação que deveria ser utilizado

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      Própria dos festejos juninos, a quadrilha nasceu como
dança aristocrática, oriunda dos salões franceses, depois
difundida por toda a Europa.
       No Brasil, foi introduzida como dança de salão
e, por sua vez, apropriada e adaptada pelo gosto
popular. Para sua ocorrência, é importante a presença
de um mestre “marcante” ou “marcador”, pois é quem
determina as figurações diversas que os dançadores
desenvolvem. Observa-se a constância das seguintes
marcações: “Tour”, “En avant”, “Chez des dames”,
“Chez des chevaliê”, “Cestinha de flor”, “Balancê”,
“Caminho da roça”, “Olha a chuva”, “Garranchê”,
“Passeio”, “Coroa de flores”, “Coroa de espinhos” etc.
      No Rio de Janeiro, em contexto urbano, apresenta
transformações: surgem novas figurações, o francês
aportuguesado inexiste, o uso de gravações substitui
a música ao vivo, além do aspecto de competição, que
sustenta os festivais de quadrilha, promovidos por órgãos
de turismo.


CASCUDO, L. C. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Melhoramentos, 1976.


As diversas formas de dança são demonstrações da diversidade cultural do nosso país. Entre elas, a quadrilha é considerada uma dança folclórica por

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