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TJ/PA - Analista Judiciário

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Exercício Trecho do Enunciado da Questão Ano Entidade Promotora  
0007362

(1)     Imagine que um crítico dissesse o seguinte sobre uma

         apresentação musical: “A senhorita Winterbottom produziu

         uma seqüência de sons que correspondeu mais ou menos

         à partitura de ´Candle in the wind´”. Você provavelmente

(5)     interpretaria a declaração como um comentário depreciativo

         ao desempenho dela cantando. Por quê? Porque o crítico

         preferiu uma locução verborrágica em vez do termo

         conciso cantou, e supomos que ele deve ter feito isso por

         algum motivo, isto é, declarar que a performance dela ficou

(10)   aquém dos padrões aos quais a palavra cantar costuma se

         aplicar.

                Esse é um exemplo do modo como lemos nas entrelinhas

         ao compreender a língua, um campo de nossa inteligência

         introduzido pelo filósofo Paul Grice em uma das

(15)      obras mais importantes da história da linguística, “Lógica e

         conversação”. Grice começou o trabalho com o fato sabido

         de que termos lógicos como e, não e ou têm na linguagem

         cotidiana significados diferentes dos significados

         que têm na lógica formal. Nas conversas comuns, Ele

(20)   sentou E me contou que era republicano implica que ele

         executou as ações naquela ordem, e não simplesmente

         que ele fez as duas coisas ( o significado lógico de e ). A

         bolsa Ou a vida implica que você pode ficar com a bolsa

         ou com a vida, mas não os dois, enquanto o ou, em

(25)   termos estritos, é compatível com a veracidade das duas

         afirmações. E Um cavalo é um cavalo é logicamente

         circular e, portanto, não devia ter significado nenhum, no

         entanto as pessoas usam esse tipo de tautologia com um

         objetivo definido, como observar que a maioria dos cava-

(30)   los possui características cavalares estereotípicas.


(PINKER, Steven. Do que é feito o pensamento: a língua como janela para a natureza humana. Trad. Fernanda Ravagnani. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 428-429)

Considerada a compatibilidade referida às linhas 24 a 26 do texto, o emprego do ou está exemplificado na frase: 

2009
Fund Carlos Chagas
0007363

(1)     Imagine que um crítico dissesse o seguinte sobre uma

         apresentação musical: “A senhorita Winterbottom produziu

         uma seqüência de sons que correspondeu mais ou menos

         à partitura de ´Candle in the wind´”. Você provavelmente

(5)     interpretaria a declaração como um comentário depreciativo

         ao desempenho dela cantando. Por quê? Porque o crítico

         preferiu uma locução verborrágica em vez do termo

         conciso cantou, e supomos que ele deve ter feito isso por

         algum motivo, isto é, declarar que a performance dela ficou

(10)   aquém dos padrões aos quais a palavra cantar costuma se

         aplicar.

                Esse é um exemplo do modo como lemos nas entrelinhas

         ao compreender a língua, um campo de nossa inteligência

         introduzido pelo filósofo Paul Grice em uma das

(15)      obras mais importantes da história da linguística, “Lógica e

         conversação”. Grice começou o trabalho com o fato sabido

         de que termos lógicos como e, não e ou têm na linguagem

         cotidiana significados diferentes dos significados

         que têm na lógica formal. Nas conversas comuns, Ele

(20)   sentou E me contou que era republicano implica que ele

         executou as ações naquela ordem, e não simplesmente

         que ele fez as duas coisas ( o significado lógico de e ). A

         bolsa Ou a vida implica que você pode ficar com a bolsa

         ou com a vida, mas não os dois, enquanto o ou, em

(25)   termos estritos, é compatível com a veracidade das duas

         afirmações. E Um cavalo é um cavalo é logicamente

         circular e, portanto, não devia ter significado nenhum, no

         entanto as pessoas usam esse tipo de tautologia com um

         objetivo definido, como observar que a maioria dos cava-

(30)   los possui características cavalares estereotípicas.


(PINKER, Steven. Do que é feito o pensamento: a língua como janela para a natureza humana. Trad. Fernanda Ravagnani. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 428-429)

O autor 

2009
Fund Carlos Chagas
0007364

(1)     Imagine que um crítico dissesse o seguinte sobre uma

         apresentação musical: “A senhorita Winterbottom produziu

         uma seqüência de sons que correspondeu mais ou menos

         à partitura de ´Candle in the wind´”. Você provavelmente

(5)     interpretaria a declaração como um comentário depreciativo

         ao desempenho dela cantando. Por quê? Porque o crítico

         preferiu uma locução verborrágica em vez do termo

         conciso cantou, e supomos que ele deve ter feito isso por

         algum motivo, isto é, declarar que a performance dela ficou

(10)   aquém dos padrões aos quais a palavra cantar costuma se

         aplicar.

                Esse é um exemplo do modo como lemos nas entrelinhas

         ao compreender a língua, um campo de nossa inteligência

         introduzido pelo filósofo Paul Grice em uma das

(15)      obras mais importantes da história da linguística, “Lógica e

         conversação”. Grice começou o trabalho com o fato sabido

         de que termos lógicos como e, não e ou têm na linguagem

         cotidiana significados diferentes dos significados

         que têm na lógica formal. Nas conversas comuns, Ele

(20)   sentou E me contou que era republicano implica que ele

         executou as ações naquela ordem, e não simplesmente

         que ele fez as duas coisas ( o significado lógico de e ). A

         bolsa Ou a vida implica que você pode ficar com a bolsa

         ou com a vida, mas não os dois, enquanto o ou, em

(25)   termos estritos, é compatível com a veracidade das duas

         afirmações. E Um cavalo é um cavalo é logicamente

         circular e, portanto, não devia ter significado nenhum, no

         entanto as pessoas usam esse tipo de tautologia com um

         objetivo definido, como observar que a maioria dos cava-

(30)   los possui características cavalares estereotípicas.


(PINKER, Steven. Do que é feito o pensamento: a língua como janela para a natureza humana. Trad. Fernanda Ravagnani. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 428-429)

Ao considerar a interpretação de que o crítico teria feito um comentário depreciativo sobre a cantora, o autor 

2009
Fund Carlos Chagas
0007365

(1)     Imagine que um crítico dissesse o seguinte sobre uma

         apresentação musical: “A senhorita Winterbottom produziu

         uma seqüência de sons que correspondeu mais ou menos

         à partitura de ´Candle in the wind´”. Você provavelmente

(5)     interpretaria a declaração como um comentário depreciativo

         ao desempenho dela cantando. Por quê? Porque o crítico

         preferiu uma locução verborrágica em vez do termo

         conciso cantou, e supomos que ele deve ter feito isso por

         algum motivo, isto é, declarar que a performance dela ficou

(10)   aquém dos padrões aos quais a palavra cantar costuma se

         aplicar.

                Esse é um exemplo do modo como lemos nas entrelinhas

         ao compreender a língua, um campo de nossa inteligência

         introduzido pelo filósofo Paul Grice em uma das

(15)      obras mais importantes da história da linguística, “Lógica e

         conversação”. Grice começou o trabalho com o fato sabido

         de que termos lógicos como e, não e ou têm na linguagem

         cotidiana significados diferentes dos significados

         que têm na lógica formal. Nas conversas comuns, Ele

(20)   sentou E me contou que era republicano implica que ele

         executou as ações naquela ordem, e não simplesmente

         que ele fez as duas coisas ( o significado lógico de e ). A

         bolsa Ou a vida implica que você pode ficar com a bolsa

         ou com a vida, mas não os dois, enquanto o ou, em

(25)   termos estritos, é compatível com a veracidade das duas

         afirmações. E Um cavalo é um cavalo é logicamente

         circular e, portanto, não devia ter significado nenhum, no

         entanto as pessoas usam esse tipo de tautologia com um

         objetivo definido, como observar que a maioria dos cava-

(30)   los possui características cavalares estereotípicas.


(PINKER, Steven. Do que é feito o pensamento: a língua como janela para a natureza humana. Trad. Fernanda Ravagnani. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 428-429)

Transpondo o discurso indireto presente na frase "Ele sentou e me contou que era republicano" para o discurso direto, a formulação correta para o período será: 

2009
Fund Carlos Chagas
0007366

(1)     Imagine que um crítico dissesse o seguinte sobre uma

         apresentação musical: “A senhorita Winterbottom produziu

         uma seqüência de sons que correspondeu mais ou menos

         à partitura de ´Candle in the wind´”. Você provavelmente

(5)     interpretaria a declaração como um comentário depreciativo

         ao desempenho dela cantando. Por quê? Porque o crítico

         preferiu uma locução verborrágica em vez do termo

         conciso cantou, e supomos que ele deve ter feito isso por

         algum motivo, isto é, declarar que a performance dela ficou

(10)   aquém dos padrões aos quais a palavra cantar costuma se

         aplicar.

                Esse é um exemplo do modo como lemos nas entrelinhas

         ao compreender a língua, um campo de nossa inteligência

         introduzido pelo filósofo Paul Grice em uma das

(15)      obras mais importantes da história da linguística, “Lógica e

         conversação”. Grice começou o trabalho com o fato sabido

         de que termos lógicos como e, não e ou têm na linguagem

         cotidiana significados diferentes dos significados

         que têm na lógica formal. Nas conversas comuns, Ele

(20)   sentou E me contou que era republicano implica que ele

         executou as ações naquela ordem, e não simplesmente

         que ele fez as duas coisas ( o significado lógico de e ). A

         bolsa Ou a vida implica que você pode ficar com a bolsa

         ou com a vida, mas não os dois, enquanto o ou, em

(25)   termos estritos, é compatível com a veracidade das duas

         afirmações. E Um cavalo é um cavalo é logicamente

         circular e, portanto, não devia ter significado nenhum, no

         entanto as pessoas usam esse tipo de tautologia com um

         objetivo definido, como observar que a maioria dos cava-

(30)   los possui características cavalares estereotípicas.


(PINKER, Steven. Do que é feito o pensamento: a língua como janela para a natureza humana. Trad. Fernanda Ravagnani. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, p. 428-429)

Considere o período que segue. E Um cavalo é um cavalo é logicamente circular e, portanto, não devia ter significado nenhum, no entanto as pessoas usam esse tipo de tautologia com um objetivo definido, como observar que a maioria dos cavalos possui características cavalares estereotípicas. O contexto em que o segmento destacado foi usado esclarece que 

2009
Fund Carlos Chagas
0007367
 A frase que apresenta falta de clareza é: 
2009
Fund Carlos Chagas
0007368
Para estar em conformidade com a norma culta escrita, a frase que deve ser completada com a forma "por quê" é: 
2009
Fund Carlos Chagas
0007369

Considere as frases abaixo, tomando B como variante de A. 


A. Sinceramente, não dá pra aguentar esse cara todo dia lambendo as botas do mandachuva. 

B. Falando com franqueza, é difícil conviver com uma pessoa como ele, que está sempre a bajular o chefe. 


É correto afirmar: 

2009
Fund Carlos Chagas
0007370
A frase em que o pronome lhe está empregado em conformidade com a norma culta é: 
2009
Fund Carlos Chagas
0007371
[...] palavra, locução ou acepção mais agradável, de que se lança mão para suavizar ou minimizar o peso conotador de uma palavra, locução ou acepção menos agradável, mais grosseira ou mesmo tabuística. O que se lê no verbete acima refere-se à seguinte entrada de dicionário: 
2009
Fund Carlos Chagas
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