| Exercício |
Trecho do Enunciado da Questão |
Ano |
Entidade Promotora |
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| 0013340 |
Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá preferência, nessa ordem, |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013341 |
Se comparecer mais de uma pessoa com direito de queixa, terá preferência, nessa ordem, |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013342 |
Compete ao Juizado Especial Federal Criminal processar e julgar os feitos de competência da Justiça Federal relativos às infrações de menor potencial ofensivo, assim consideradas, para os efeitos da Lei nº 10.259/2001, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013343 |
Considere as seguintes assertivas sobre o perdão: I. O perdão concedido a um dos querelados aproveitará a todos, sem que produza, todavia, efeito em relação ao que o recusar. II. Se o querelante for menor de 18 e maior de 16 anos, o direito de perdão poderá ser exercido por ele ou por seu representante legal, e o perdão concedido por um, havendo oposição do outro, produzirá efeito. III. O perdão tácito admitirá todos os meios de prova. IV. Concedido o perdão, mediante declaração expressa nos autos, o querelado será intimado a dizer, dentro de três dias, se o aceita, devendo, ao mesmo tempo, ser cientificado de que o seu silêncio importará aceitação. De acordo com o Código de Processo Penal, está correto o que consta APENAS em |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013359 |
Quanto ao crédito tributário, é INCORRETO afirmar que |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013360 |
Sujeito ativo da obrigação tributária |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013361 |
À União NÃO é vedada competência para |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013362 |
Quanto à extinção do crédito tributário, é certo que a |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013363 |
Analise:
I. A obrigação acessória surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o crédito de tributo e não se extingue juntamente com o débito dela de corrente.
II. A obrigação principal, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação acessória relativamente ao objeto do tributo.
III. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.
É correto o que consta APENAS em |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013364 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) Está correta, clara e coerente a redação da seguinte frase: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013365 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) Está inteiramente adequada a correlação entre tempos e modos verbais na frase: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013366 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) ... o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar ...
A frase cujo verbo está flexionado nos mesmos tempo e modo que o grifado na frase acima é: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013367 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou... (último parágrafo)
Considerado o contexto, afirma-se corretamente que o segmento grifado na frase acima refere-se àqueles que seriam capazes de |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013368 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) tente para as afirmações abaixo.
I. O texto apresenta uma estrutura em que o tempo desempenha um papel fundamental, sendo a divisão em parágrafos organizada de acordo com uma sequência temporal.
II. As menções aos resultados da pesquisa de 2004 constituem um importante contraponto aos dados coletados na pesquisa mais recente.
III. As três últimas frases interrogativas do último parágrafo são todas constituídas de dois elementos cuja oposição assinala os cenários mais extremos para o futuro da relação com os meios eletrônicos.
Está correto o que se afirma em |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013369 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) Não se trata de negar ...... crianças o acesso aos meios eletrônicos, tarefa indesejável e mesmo impossível de ser realizada, mas de impor limites ...... utilização desses equipamentos tão sedutores, para que elas também possam se dedicar ...... outras atividades fundamentais para o seu desenvolvimento.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: |
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Tribunal Regional Federal |
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| 0013370 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais... (último parágrafo)
Ao substituir o segmento grifado acima por "Caso a tendência", a continuação que mantém a correção e o sentido da frase original é: |
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Tribunal Regional Federal |
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| 0013371 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) É correto inferir do texto que |
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Tribunal Regional Federal |
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| 0013372 |
Não é preciso uma viagem muito longa no tempo. O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma época em que o aparelho de tevê era um móvel exclusivo da sala de estar, as horas de transmissão eram reduzidas e a programação, escassa. Aos mais jovens eram reservados horários e conteúdos específicos, que não roubavam muito tempo dos estudos e das brincadeiras com amigos. Em pouco mais de quatro décadas, no entanto, a tevê ganhou tempo de programação, variedade de canais e cores, muitas cores. Vieram o videocassete, o DVD e os canais a cabo. Depois chegaram os videogames e a internet, abrindo um novo mundo de possibilidades. A Kaiser Family Foundation, uma organização sem fins lucrativos com sede na Califórnia, divulgou recentemente um estudo sobre o tempo que crianças e adolescentes passam diante de meios eletrônicos nos Estados Unidos. O estudo, realizado em parceria com pesquisadores da Universidade de Stanford, analisou mais de 3 mil estudantes com idade entre 8 e 18 anos, e concluiu que a oferta de entretenimento 24 horas por dia, sete dias por semana, fez com que aumentasse a exposição aos meios eletrônicos. Crianças e adolescentes norte-americanos passam hoje nada menos que 7 horas e 38 minutos diárias, em média, diante de meios eletrônicos. Os resultados representam um sensível aumento em relação à pesquisa de 2004, quando foi registrada a média de 6 horas e 21 minutos. O estudo detectou outras tendências importantes. Primeiro, o aumento do tempo diante dos meios eletrônicos de 2004 para 2009 foi causado em grande parte pelo crescente acesso a mídias móveis, tais como telefones celulares, iPods e aparelhos de MP3. Segundo, apenas três de cada dez crianças e adolescentes mencionaram regras relacionadas ao tempo diante da tevê, dos videogames e dos computadores. Se a tendência se mantiver, teremos cada vez mais adultos que passaram a maior parte de sua infância e adolescência diante de meios eletrônicos. Como serão esses adultos? Um exército de gênios criativos ou uma horda de zumbis? Uma legião de desinibidos manipuladores dos mais complexos meios eletrônicos ou um bando de escravos iletrados desses mesmos meios? Uma geração de espírito aberto e crítico ou um punhado de conformistas, a consumir estilos de vida e grifes de identidade? (Adaptado de Thomaz Wood Jr. "Juventude Virtual". Carta Capital, http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=6131) É correto afirmar que, no primeiro parágrafo, o autor apresenta |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013373 |
O cosmopolita desenraizadoQuando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX. Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores. Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente. Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar". (Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43) Em relação à pontuação utilizada no texto, está INCORRETO o que se afirma em: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013374 |
O cosmopolita desenraizadoQuando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX. Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores. Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente. Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar". (Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43) Orientalismo, seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica ...
A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima é: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013375 |
O cosmopolita desenraizadoQuando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX. Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores. Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente. Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar". (Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43) A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes no segmento, está INCORRETA em: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013376 |
O cosmopolita desenraizadoQuando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX. Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores. Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente. Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar". (Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43) Observam-se corretamente as regras de concordância verbal e nominal em: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013377 |
O cosmopolita desenraizadoQuando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX. Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores. Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente. Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar". (Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43) O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ... (2º parágrafo)
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal resultante é: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013378 |
O cosmopolita desenraizadoQuando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX. Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores. Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente. Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar". (Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43) Atente para as seguintes afirmações sobre o texto.
I. No primeiro parágrafo, a atribuição do epíteto de controvertido relato ao livro Orientalismo, de Edward Said, é reafirmada em a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação.
II. No segundo parágrafo, em adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores, afirmação que reitera o caráter controverso da obra de Said, mencionado no primeiro parágrafo, a palavra adorado está para imitação, assim como execrado está para irritação e veneração.
III. As expressões "porta-voz" involuntário e herói idolatrado, presentes no terceiro e quarto parágrafos, respectivamente, constituem uma relativização das afirmações anteriores a respeito do caráter polêmico de Said, ao mostrar que ele podia ser admirado tanto por árabes muçulmanos como por intelectuais e acadêmicos.
Está correto o que se afirma em |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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| 0013379 |
O cosmopolita desenraizadoQuando Edward Said morreu, em setembro de 2003, após batalhar por uma década contra a leucemia, era provavelmente o intelectual mais conhecido do mundo. Orientalismo,
seu controvertido relato da apropriação do Oriente pela literatura e pelo pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina acadêmica por conta própria: um quarto de século após sua publicação, a obra continua a provocar irritação, veneração e imitação. Mesmo que seu autor não tivesse feito mais nada, restringindo-se a lecionar na Universidade Columbia, em Nova York ? onde trabalhou de 1963 até sua morte ?, ele ainda teria sido um dos acadêmicos mais influentes do final do século XX. Mas ele não viveu confinado. Desde 1967, cada vez com mais paixão e ímpeto, Edward Said tornou-se também um comentarista eloquente e onipresente da crise do Oriente Médio e defensor da causa dos palestinos. O engajamento moral e político não chegou a constituir um deslocamento da atenção intelectual de Said ? sua crítica à incapacidade do Ocidente em entender a humilhação palestina ecoa, afinal, em seus estudos sobre o conhecimento e ficção do século XIX, presentes em Orientalismo
e em obras subsequentes. Mas isso transformou o professor de literatura comparada da Universidade de Columbia num intelectual notório, adorado ou execrado com igual intensidade por milhões de leitores. Foi um destino irônico para um homem que não se encaixava em quase nenhum dos modelos que admiradores e inimigos lhe atribuíam. Edward Said passou a vida inteira tangenciando as várias causas com as quais foi associado. O "porta-voz" involuntário da maioria dos árabes muçulmanos da Palestina era cristão anglicano, nascido em 1935, filho de um batista de Nazaré. O crítico intransigente da condescendência imperial foi educado em algumas das últimas escolas coloniais que treinavam a elite nativa nos impérios europeus; por muitos anos falou com mais facilidade inglês e francês do que árabe, sendo um exemplo destacado da educação ocidental com a qual jamais se identificaria totalmente. Edward Said foi o herói idolatrado por uma geração de relativistas culturais em universidades de Berkeley a Mumbai, para quem o "orientalismo" estava por trás de tudo, desde a construção de carreiras no obscurantismo "pós-colonial" até denúncias de "cultura ocidental" no currículo acadêmico. Mas o próprio Said não tinha tempo para essas bobagens. A noção de que tudo não passava de efeito linguístico lhe parecia superficial e "fácil". Os direitos humanos, como observou em mais de uma ocasião, "não são entidades culturais ou gramaticais e, quando violados, tornam-se tão reais quanto qualquer coisa que possamos encontrar". (Adaptado de Tony Judt. "O cosmopolita desenraizado". Piauí, n. 41, fevereiro/2010, p. 40-43) Mas ele não viveu confinado. (início do segundo parágrafo)
A noção adversativa da palavra em destaque articula a frase acima ao segmento: |
2010 |
Tribunal Regional Federal |
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