BANCO DE QUESTÕES

Por Matéria


Arquitetura e Urbanismo


Exercício Trecho enunciado da questão Ano Entidade promotora Visualizar
46398

Analisando a planta de um projeto executivo de estruturas em concreto armado, acima, verifica-se que

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46397

                                                                                                                                       Figura 3 Interior

A casa Baeta (1956), projeto de Vilanova Artigas, apresenta solução estrutural inusitada: seis apoios e três pórticos. Os dois pórticos da fachada, frente e fundo, contam com a altura estrutural das duas paredes de concreto (empenas) para realizar o balanço assimétrico de 4,5 metros. Por problemas na execução da obra, a escora idealizada por Artigos foi substituída por um pilar improvisado em concreto, construído do lado de fora da casa. Em reforma recente, o arquiteto Ângelo Bucci recuperou a integridade da estrutura original da casa (Figura 1), reconstituindo o elemento de sustentação central do projeto original, conforme ilustrações acima (Figuras 2 e 3). Qual das justificativas abaixo explica a necessidade desse elemento estrutural?

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46396

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46395

O projeto do Museu Brasileiro da Escultura - MUBE - (1988), em São Paulo, do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, é uma das obras mais representativas do vencedor do prêmio Pritzker em 2006. Nas imagens, observa-se uma fenda existente entre a viga de 60 metros de extensão e os dois pilares onde ele se apóia. A função da fenda é

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46394

Uma das características mais marcantes do Centro de Informática da Universidade Católica de Santiago, Chile, projetado por Aravena, Murray, Montero e Torrejón, é o fato de ser formado por um volume interior – uma estrutura de concreto com fechamento de placas cimentícias – e um volume exterior de vidro, construído com tecnologia usual, separado do outro, e com aberturas na base e no topo.

Considerando essa solução do ponto de vista do conforto ambiental, constata-se que

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46393

Computer-Aided Design (CAD), ou desenho auxiliado por computador, é o nome genérico de sistemas computacionais (softwares) utilizados pela Engenharia, Arquitetura, Urbanismo, Paisagismo e Design, permitindo desenhar em duas dimensões e criar modelos tridimensionais. Sua incorporação ao ensino e à prática da Arquitetura foi lenta e difícil, mas, hoje, a informática aplicada à Arquitetura faz parte da rotina de estudantes e profissionais da área. A esse respeito, considere as afirmações a seguir.

I - A informática aplicada não trouxe ganhos para a Arquitetura, apenas resulta em economia de tempo e esforço, na medida em que permite repetir e corrigir com mais eficiência do que os procedimentos de desenho artesanal.

II - A principal conseqüência das novas tecnologias informáticas foi liberar a imaginação: com os programas de CAD podem ser produzidas imagens e estruturas surpreendentes, que não seriam possíveis com os procedimentos tradicionais.

III - Os programas atuais oferecem a possibilidade de trabalhar em todas as escalas ao mesmo tempo, permitindo passar, em um instante, da escala 1:1000 – descrição visual, sintética, do objeto – à escala 1:1, que mostra os pormenores da sua construção.

IV - A construção de imagens em três dimensões não se limita a ser um elemento de persuasão e passa a ser parte do processo projetual, servindo para visualizar o objeto e simulando as condições em que se dará a experiência da obra.

V - Como a construção virtual exige que se decida com precisão o objeto, a simulação em 3D torna possível a experiência visual do edifício antes da sua construção em todos os detalhes.

São corretas APENAS as afirmações

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46392

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Araci do Vale é uma cidade que, segundo a contagem de população de 2007 do IBGE, tem 1.524.735 habitantes. Originada na expansão da Ferrovia da Fumaça – hoje inativa – ainda no século XIX, tem sua história bastante ligada a atividades terciárias, particularmente de comercialização: distribuição de produtos extra-regionais e venda da produção agrícola da região por ela polarizada – sobretudo algodão, posteriormente substituído por pecuária em grande escala. Araci do Vale também nucleia aglomeração metropolitana de intensa dinâmica urbana, com índices de crescimento, seja de população, seja de PIB, bastante superiores à média nacional.
Como toda cidade brasileira desse porte, Araci do Vale sofre de problemas característicos da urbanização brasileira: concentração de grandes áreas de pobreza, congestionamento, agressões ao meio ambiente, áreas vazias e ociosas, especulação imobiliária. Todas essas questões foram trabalhadas no processo de elaboração de seu plano diretor que, finalmente, foi Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento

Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 20.000 pessoas nos próximos 10 anos.


Área de Mutum:10.000 habitantes, 95 ha de área bruta, 45 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 10.000 pessoas nos próximos 10 anos.

Em função desses dados, o Plano Diretor definiu

Em Araci do Vale, uma ONG deseja cobrir uma área para uso coletivo. Para isso, utilizará uma cobertura sustentada por treliças planas metálicas. Os pré-requisitos para a concepção da obra são: baixo peso da estrutura da cobertura, custo mais econômico, facilidade de montagem no canteiro e simplicidade na solução espacial. Qual das soluções abaixo satisfaria tais requisitos?

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46391

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Araci do Vale é uma cidade que, segundo a contagem de população de 2007 do IBGE, tem 1.524.735 habitantes. Originada na expansão da Ferrovia da Fumaça – hoje inativa – ainda no século XIX, tem sua história bastante ligada a atividades terciárias, particularmente de comercialização: distribuição de produtos extra-regionais e venda da produção agrícola da região por ela polarizada – sobretudo algodão, posteriormente substituído por pecuária em grande escala. Araci do Vale também nucleia aglomeração metropolitana de intensa dinâmica urbana, com índices de crescimento, seja de população, seja de PIB, bastante superiores à média nacional.
Como toda cidade brasileira desse porte, Araci do Vale sofre de problemas característicos da urbanização brasileira: concentração de grandes áreas de pobreza, congestionamento, agressões ao meio ambiente, áreas vazias e ociosas, especulação imobiliária. Todas essas questões foram trabalhadas no processo de elaboração de seu plano diretor que, finalmente, foi Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento

Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 20.000 pessoas nos próximos 10 anos.


Área de Mutum:10.000 habitantes, 95 ha de área bruta, 45 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 10.000 pessoas nos próximos 10 anos.

Em função desses dados, o Plano Diretor definiu

A reabilitação das áreas urbanas centrais do município de Araci do Vale deverão ser planejadas de acordo com os objetivos do Plano criado pelo Ministério das Cidades em 2003. Considere os objetivos apresentados a seguir.

I - Promover o uso habitacional e reverter o processo de expansão urbana em direção às suas fronteiras periféricas.

II - Assegurar, por meio de ações isoladas das instituições federais, a monofuncionalidade e a criação de uma identidade formal única de cada área urbana central.

III - Recuperar e adaptar as áreas urbanas consolidadas subutilizadas, degradadas ou em processo de degradação, a fim de reintegrá-las à dinâmica urbana.

IV - Expandir a malha urbana de maneira racional, privilegiando a mistura dos usos industrial e habitacional, a fim de criar condições de financiar a ampliação da rede de infra-estrutura instalada.

V - Considerar o potencial do estoque imobiliário, subutilizado em relação ao deficit habitacional, e o custo da infraestrutura instalada, no momento de decisão da destinação e priorização dos investimentos públicos.

São objetivos do Plano APENAS:

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46390

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Araci do Vale é uma cidade que, segundo a contagem de população de 2007 do IBGE, tem 1.524.735 habitantes. Originada na expansão da Ferrovia da Fumaça – hoje inativa – ainda no século XIX, tem sua história bastante ligada a atividades terciárias, particularmente de comercialização: distribuição de produtos extra-regionais e venda da produção agrícola da região por ela polarizada – sobretudo algodão, posteriormente substituído por pecuária em grande escala. Araci do Vale também nucleia aglomeração metropolitana de intensa dinâmica urbana, com índices de crescimento, seja de população, seja de PIB, bastante superiores à média nacional.
Como toda cidade brasileira desse porte, Araci do Vale sofre de problemas característicos da urbanização brasileira: concentração de grandes áreas de pobreza, congestionamento, agressões ao meio ambiente, áreas vazias e ociosas, especulação imobiliária. Todas essas questões foram trabalhadas no processo de elaboração de seu plano diretor que, finalmente, foi Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento

Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 20.000 pessoas nos próximos 10 anos.


Área de Mutum:10.000 habitantes, 95 ha de área bruta, 45 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 10.000 pessoas nos próximos 10 anos.

Em função desses dados, o Plano Diretor definiu

Um problema sério em Araci do Vale diz respeito ao deficit qualitativo e quantitativo de habitação de interesse social. Foram previstos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para buscar diminuir esse deficit. Dadas as condições atuais da estrutura urbana de Araci do Vale, o Plano Diretor, com relação à política habitacional do município, entre outras diretrizes, decidiu:

I - estabelecer Zonas Especiais de Interesse Social em edifícios vazios do centro, considerando o processo de esvaziamento de sua área central;

II - estabelecer perímetro de reabilitação e preservação nas áreas adjacentes à degradada Ferrovia da Fumaça, com programas de produção de habitação, inclusive de habitação de interesse social, e de comércio e serviços;

III - estabelecer programas de regularização fundiária, com recuperação das unidades habitacionais e das condições urbanísticas da área;

IV - estabelecer zonas exclusivas de habitação, destinadas a cada segmento social, fora da área central.

Considerando que os recursos do PAC só poderão financiar diretrizes ancoradas nos princípios de política urbana estabelecidos constitucionalmente, as diretrizes que ATENDEM às exigências do Programa são

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46389

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Araci do Vale é uma cidade que, segundo a contagem de população de 2007 do IBGE, tem 1.524.735 habitantes. Originada na expansão da Ferrovia da Fumaça – hoje inativa – ainda no século XIX, tem sua história bastante ligada a atividades terciárias, particularmente de comercialização: distribuição de produtos extra-regionais e venda da produção agrícola da região por ela polarizada – sobretudo algodão, posteriormente substituído por pecuária em grande escala. Araci do Vale também nucleia aglomeração metropolitana de intensa dinâmica urbana, com índices de crescimento, seja de população, seja de PIB, bastante superiores à média nacional.
Como toda cidade brasileira desse porte, Araci do Vale sofre de problemas característicos da urbanização brasileira: concentração de grandes áreas de pobreza, congestionamento, agressões ao meio ambiente, áreas vazias e ociosas, especulação imobiliária. Todas essas questões foram trabalhadas no processo de elaboração de seu plano diretor que, finalmente, foi Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento

Área de Cordeiro: 6.500 habitantes, 58 ha de área bruta, 13 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 20.000 pessoas nos próximos 10 anos.


Área de Mutum:10.000 habitantes, 95 ha de área bruta, 45 ha de área não urbanizável e infra-estrutura de água e saneamento com capacidade para acolher cerca de 10.000 pessoas nos próximos 10 anos.

Em função desses dados, o Plano Diretor definiu

Um dos grandes problemas a enfrentar em Araci do Vale dizia respeito às possibilidades de densificação habitacional em duas de suas áreas de expansão, respectivamente, as áreas de “Cordeiro”e “Mutum”. O Plano Diretor considerou que, para maior racionalidade de expansão urbana, a densidade bruta adequada de áreas urbanizáveis deveria ser de 53.000 pessoas/km². Os estudos preparatórios do plano diretor simularam as possibilidades de cada uma das áreas, que apresentam as seguintes características:

 

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46388

O arquiteto paisagista Fernando Chacel vem colocando em prática e popularizando o conceito de ecogênese. Segundo Chacel, ecogênese “deve ser entendida como uma ação antrópica e parte integrante de uma paisagem cultural que utiliza, para recuperação dos seus componentes bióticos, associações e indivíduos próprios que compunham os ecossistemas originais”. Ainda de acordo com o paisagista, “recriar um ecossistema é impossível, uma vez que [...] as atuais situações morfoclimáticas conduziram a situações clímaces distintas daquelas em que, há cerca de 4.000 anos, [...] os ecossistemas se estabilizaram”. Com base nesses conceitos, cabe ao arquiteto paisagista contemporâneo

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46387

Uma residência com áreas livres para lazer e recreação infantil, destinada a um casal com 4 filhos, com idades entre 2 e 10 anos, deverá ser construída em um terreno localizado em Cervantes (RS), às margens de um lago. Sobre este terreno são fornecidas informações relativas a topografia, tipo de subsolo, recursos naturais e recuos exigidos, conforme figuras abaixo.

Levando em conta o menor custo estrutural, o conforto ambiental, o aproveitamento das potencialidades físicas do terreno e da vista do lago, a opção adequada para implantação da edificação e das áreas livres, é

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46386

Lutyens foi um arquiteto que sabia de fato o que significava a linguagem clássica. Ao mesmo tempo em que amava as ordens, obedecia a elas e as desafiava. E se a compreensão da regra é um dos fatores essenciais na criação dos grandes edifícios clássicos, o desafio à regra é outro.

SUMMERSON, John. A linguagem clássica da arquitetura. São Paulo: Martins Fortes, p. 29. (com adaptação)

Analisando as afirmações de John Summerson e as ilustra- ções, ao lado, da obra do arquiteto inglês Edwin Landseer Lutyens (1869 -1944), conclui-se:

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46385

A igreja não era majestosa como outras que eu vi depois em Strasbourg, Chartres, Bamberg e Paris. Ela se parecia mais com aquelas que eu havia visto na Itália, sem muita tendência a se elevar vertiginosamente para o céu, solidamente pousadas na terra, freqüentemente mais largas do que altas (...) Robusta igreja abacial como se construía na Provence e no Languedoc, longe das ousadias e dos excessos de bordados próprios ao estilo moderno, e que, somente em época mais recente, eu creio, foi enriquecida de uma flecha, sobre o coro, apontando ousadamente para a abóbada celeste.

ECO, U. O nome da rosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1983, p.57.

No trecho acima do livro O nome da rosa, o personagem Adso de Melk descreve a igreja localizada na abadia beneditina onde se situa a trama do romance. Levando em conta este trecho, analise as afirmações a seguir.

I - As principais características da igreja, enumeradas no texto, e que permitem o seu reconhecimento como uma construção românica, são: solidamente pousada na terra, mais larga do que alta, robusta, sem ousadias e excessos.

II - A partir da descrição do autor, conclui-se que ele se refere a uma igreja românica, com as características da arquitetura cristã elevada entre os séculos XI e XIV, nas regiões francesas da Provence e do Languedoc .

III - As principais características da igreja, enumeradas no texto, e que permitem o seu reconhecimento como uma constru- ção românica, são: tendência a se elevar vertiginosamente para o céu, excessos de bordados escultóricos, possuir na origem uma flecha apontando ousadamente para o alto.

IV - Na descrição da igreja, o estilo gótico, observado em Strasbourg, Chartres, Bamberg e Paris, é considerado como o “estilo moderno”, e é caracterizado por adjetivos como ousado, excessivo, majestoso.

V - A igreja é descrita como um exemplar de arquitetura singular, híbrido, que soma características da arquitetura românica - como a solidez e o fato de ser mais larga do que alta - e da arquitetura gótica - como os excessos de bordados e a verticalidade acentuada pela flecha sobre o coro.

São corretas APENAS as afirmações

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46384

No acervo arquitetônico e paisagístico da cidade de Mariana, tombado pelo IPHAN, em 1938, destaca-se a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, edifício em pedra e cal, cuja construção foi iniciada em 1762. Contando com ampla documentação, o monumento foi considerado pelo historiador da arte francês Germain Bazin como um dos mais belos exemplares do rococó de Minas Gerais. Em janeiro de 1999, a igreja sofreu um incêndio devastador, que destruiu pinturas e talhas originais, assim como o telhado, que ruiu, levando o púlpito e os altares laterais. Analise as afirmativas a seguir, feitas a partir da necessidade de restaurar a igreja, considerando as posturas dos três principais teóricos que inauguraram o campo da restauração dos monumentos, o francês E. E. Viollet-le-Duc, o inglês John Ruskin e o italiano Camillo Boito.

I - Camillo Boito argumentaria contra a restauração da igreja, defendendo que fosse abandonada conforme o incêndio a havia deixado, como advertência àqueles que não souberam conservar o monumento, e salvando-a da ação dos perigosos restauradores.

II - John Ruskin defenderia que a igreja não fosse restaurada, já que considera que a restauração significa a destruição mais completa que pode sofrer um edifício, e que é impossível restaurar o que foi grande e belo em arquitetura, tão impossível como ressuscitar os mortos.

III - Coerente com a Teoria Conciliatória de que é autor, Camillo Boito sugeriria que a igreja fosse, em parte, restaurada, como o faria Viollet-le-Duc, deixando-se sem intervenção nenhuma, a nave, que foi mais danificada, para que as marcas do incêndio fossem preservadas, como o faria John Ruskin.

IV - Levando em consideração a ampla documentação existente, e considerando que restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, e sim restabelecê-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento, Viollet-le-Duc empreenderia a reconstituição completa da igreja, perseguindo a unidade estilística do monumento.

V - Considerando a importância histórica e artística da Igreja do Carmo, e a proporção do incêndio que tornou as intervenções indispensáveis para a consolidação do monumento, Camillo Boito defenderia a restauração do edificio, desde que os acréscimos, as renovações, os complementos e as adições, se indispensáveis e inevitáveis, demonstrassem não serem obras antigas, mas obras de hoje.

São verdadeiras APENAS as afirmações

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46383

Frederick Law Olmsted e Auguste François Marie Glaziou conceberam, respectivamente, o Central Park, em Nova York, e o Campo de Santana (atual Praça da República), no Rio de Janeiro, entre 1858 e 1873. Apesar das diferenças culturais e climáticas entre os dois países, percebem-se algumas semelhanças entre os dois projetos. Dentre elas, pode-se destacar que ambos

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46382

A Carta de Florença, firmada em 21 de maio de 1981 pelo Comitê Internacional de Jardins Históricos e ICOMOS/IFLA, é considerada importante documento sobre a proteção dos jardins históricos. Em seu primeiro artigo, a Carta esclarece que “jardim histórico é uma composição arquitetônica e vegetal que, do ponto de vista da história ou da arte, apresenta um interesse público. Como tal, é considerado ‘monumento’ ”. No Art. 3o , afirma: “Por ser monumento, o jardim histórico deve ser salvaguardado [...]. Todavia, como ‘monumento vivo’, sua salvaguarda requer regras específicas [...]”. A que regras específicas o texto pretende se referir?

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46381

Na década de 1940, professores e estudantes da Escola Nacional de Arquitetura da Universidade Nacional Autônoma do México elaboraram propostas para a construção da Cidade Universitária, programa presente naquele período em várias universidades latino-americanas. Para a escolha da proposta vencedora, o júri, em termos de implantação do projeto, privilegiou aquele que apresentava uma ocupação livre do espaço, articulada a partir de eixos bem definidos e constituição de uma centralidade aberta, com lâminas de edifícios isolados e desenvolvimento sucessivo de paisagens naturais e construídas. A proposta vencedora foi

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46380

Na história da arquitetura pode-se identificar a presença de sistemas formais que orientam tanto a definição dos volumes como a dos elementos menores de um projeto. Esses sistemas formais têm duplo sentido: conjunto ordenado de elementos espaciais e construtivos e procedimento para construir.

Abaixo estão representados dois projetos da arquitetura do século XX. O Hospital de Veneza (1964-65) (Figuras 1 e 2), um dos últimos projetos de Le Corbusier, no qual o arquiteto resolve um complexo programa em uma localização muito difícil. O segundo é a Escola Munkegards (Soborg, Dinamarca, 1948-57) (Figuras 3 e 4), de Arne Jacobsen, comumente mencionada como um dos exemplos ilustres da arquitetura, entre outros motivos, pela precisão sistemática da sua resolução planimétrica.

Observando os dois projetos reproduzidos acima, pode-se afirmar que:

I - Em ambos os projetos, as linhas da retícula definem a rede de circulação, enquanto os espaços entre as linhas são parcialmente ocupados por áreas de permanência prolongada.

II - As bordas das plantas são constituídas por módulos incompletos, permitindo a expansão do edifício sem prejuízos à sua configuração atual.

III - Um sistema reticular é apenas um ponto de partida do projeto, podendo ser alterado pela ação projetual, em função do programa e da sua localização.

IV - Projetar a partir de uma retícula restringe a criatividade e dificulta as relações com o entorno da edificação.

V - Os sistemas em retícula são, por sua natureza, rígidos, comprometendo a qualidade espacial das cidades.

São corretas APENAS as afirmações:

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46379

A esse respeito, conclui-se que a

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46378

Em 1929, Le Corbusier elaborou um croquis representando quatro estratégias de composição formal (Figura 1). As duas primeiras composições, de cima para baixo, representam a Maison La Roche e um prisma ideal. A terceira e a quarta composições são, respectivamente, uma casa em Stutgard e a Ville Savoye.

Sob o ponto de vista da estratégia indicada por Le Corbusier na Figura 1, considere as afirmações a seguir.

I - Essa estratégia projetual consiste em resolver espacialmente um programa de necessidades no âmbito de uma forma externa elementar.

II - Nessa estratégia projetual, o volume interior tem de ser tão regular quanto o exterior.

III - Essa estratégia projetual é um procedimento que só se aplica a residências de tamanho reduzido.

IV - A maior vantagem dessa estratégia projetual é a possibilidade de resolver funcionalmente a planta, sem comprometer a elementaridade do volume.

V - Nessa estratégia projetual, o volume interior pode ser separado do volume exterior ou coincidir parcialmente com ele.

É(São) correta(s) APENAS a(s) afirmação(ões)

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46377

Considere o estudo preliminar para uma residência unifamiliar com área externa coberta. O projeto é constituído por dois volumes sobrepostos, mas não coincidentes, com base quadrada de 15 metros de lado e 4 metros de altura (Figura 1). O simples deslocamento do volume superior para criar a área protegida (Figura 2) não seria possível, pois resultaria no desabamento da edificação (Figura 3). Para resolver o problema, o Arquiteto pensou em duas soluções (Figuras 4 e 5).

Considerando as figuras, analise as afirmações a seguir.

I - O problema consiste na falta de um apoio para a parte em balanço do volume superior deslocado.

II - A única solução para o problema em questão seria colocar uma ou mais colunas sob o volume em balanço.

III - O excesso de carga da parte em balanço pode ser neutralizado por meio da criação de um terceiro volume, colocado de maneira que o seu momento seja equivalente ao da carga em balanço.

IV - Caso, no volume superior, predominassem superfícies envidraçadas, o problema da carga do balanço não existiria.

V - Do ponto de vista estrutural, uma solução em balanço é mais eficiente do que outra utilizando apoios convencionais.

Está(ão) correta(s) APENAS a(s) afirmação(ões)

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46376

O edifício do MASP, em São Paulo (1957-1969), de Lina Bo Bardi, apresenta uma estrutura que vence um vão de 70 metros, liberando o espaço do térreo, assim respeitando a exigência da Prefeitura de manter o belvedere pré-existente. A solução estrutural de Figueiredo Ferraz resolveu o problema em questão, gerando o conhecido “vão livre” que caracteriza o edifício. Analisando as imagens, constata-se que a viga principal

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46375

Observe, a seguir, as imagens do Aeroporto Internacional Dulles (Virgínia, EUA, 11958-62), concebido pelo arquiteto Eero Saarinen.

Analisando o comportamento estrutural do edifício, conclui-se:

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46374

Na ilustração abaixo, a mesma folha de papel é mostrada em duas situações.

Por que a folha de papel, na Situação 2, não apenas vence um vão em balanço, como suporta a carga de um lápis?

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira