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Filosofia


Exercício Trecho enunciado da questão Ano Entidade promotora Visualizar
47702

 “As percepções da mente humana se reduzem a dois gêneros distintos que chamarei impressões e ideias. A diferença entre estas consiste nos graus de força e vividez com que atingem a mente e penetram em nosso pensamento ou consciência. As percepções que entram com mais força e violência podem ser chamadas de impressões; sob esse termo incluo todas as nossas sensações, paixões e emoções, em sua primeira aparição à alma. Denomino ideias as pálidas imagens dessas impressões no pensamento e no raciocínio, como, por exemplo, todas as percepções despertadas pelo presente discurso, excetuando-se apenas as que derivam da visão e do tato, e excetuando-se igualmente o prazer ou o desprazer imediatos que esse mesmo discurso possa vir a ocasionar. Creio que não serão necessárias muitas palavras para explicar essa distinção. Cada um, por si mesmo, percebe imediatamente a diferença entre sentir e pensar”.


(David Hume, Tratado da natureza humana. São Paulo, Unesp, 2009. Adaptado)

Segundo o texto apresentado, é correto afirmar que

2013 Univ Estado São Paulo
47701

    “É certo que na vida cotidiana estamos acostumados a falar de belas cores, de um belo céu, de um belo rio, como também de belas flores, de belos animais e, ainda mais, de belos seres humanos, embora não queiramos aqui entrar na discussão acerca da possibilidade de se poder atribuir a tais objetos a qualidade da beleza e de colocar o belo natural ao lado do belo artístico. Mas pode-se desde já afirmar que o belo artístico está acima da natureza. Pois a beleza artística é a beleza nascida e renascida do espírito e, quanto mais o espírito e suas produções estão colocadas acima da natureza e seus fenômenos, tanto mais o belo artístico está acima da beleza da natureza. Sob o aspecto formal, mesmo uma má ideia, que porventura passe pela cabeça dos homens, é superior a qualquer produto natural, pois em tais ideias sempre estão presentes a espiritualidade e a liberdade”.


(G.W.F. Hegel, Cursos de Estética, vol.1, São Paulo, Edusp, 2001)

De acordo com texto apresentado, pode-se concluir que

2013 Univ Estado São Paulo
47700

“Se o homem deixou um dia o abrigo seguro da natureza e aventurou-se pela rota incerta da cultura foi porque, como ser inteligente e livre, ele só pode operar pensando e escolhendo os seus próprios fins e não recebendo-os predeterminados pela natureza. Isso significa que os fins propriamente humanos só se constituem tais enquanto avaliados e escolhidos pelo próprio homem, ou seja, enquanto são valores. A cultura, como domínio dos fins humanos é, pois, uma imensa axiogênese, uma gestação incessante de bens e valores, desde os bens materiais que alimentam a vida aos valores espirituais que exprimem as razões de viver”.

(Henrique Cláudio de Lima Vaz, Escritos de Filosofia III – filosofia e cultura, São Paulo, Edições Loyola, 1997)

A partir da análise do texto, assinale a alternativa correta.

2013 Univ Estado São Paulo
47699

     “Enquanto os homens se contentaram com suas cabanas rústicas, enquanto se limitaram a costurar com espinhos ou com cerdas suas roupas de peles, a enfeitar-se com plumas e conchas, a pintar o corpo com várias cores, a aperfeiçoar ou embelezar seus arcos e flechas, a cortar com pedras agudas algumas canoas de pescador ou alguns instrumentos grosseiros de música – em uma palavra: enquanto só se dedicaram a obras que um único homem podia criar, e a artes que não solicitavam o concurso de várias mãos, viveram tão livres, sadios, bons e felizes quanto o poderiam ser por sua natureza, e continuaram a gozar entre si das doçuras de um comércio independente; mas, desde o instante em que um homem sentiu necessidade do socorro de outro, desde que se percebeu ser útil a um só contar com provisões para dois, desapareceu a igualdade, introduziu-se a propriedade, o trabalho tornou-se necessário e as vastas florestas transformaram-se em campos aprazíveis que se impôs regar com o suor dos homens e nos quais logo se viu a escravidão e a miséria germinarem e crescerem com as colheitas”.


 (J. J. Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. São Paulo, Abril Cultural, 1978)

A partir da análise do texto, assinale a alternativa correta.

2013 Univ Estado São Paulo
47698

    “Ora, as questões policiais enfrentadas pelos direitos humanos constituem apenas pequena parte (situada no âmbito dos direitos civis) de seu amplo conteúdo. José Reinaldo de Lima Lopes esclarece que os casos de defesa dos direitos humanos de meados da década de 70 para cá só parcialmente se referem a questões policiais. A sua imensa maioria – não noticiada pela grande imprensa – esteve concentrada nas chamadas questões sociais (direito à terra e à moradia, direitos trabalhistas e previdenciários, direitos políticos, direitos à saúde, à educação, etc). E no decorrer da segunda metade da década de 80, principalmente nos anos de 1985 a 1988, as organizações de defesa dos direitos humanos multiplicaram informações sobre a Constituição e a Constituinte, inclusive apresentando proposta (incluída no regimento interno do Congresso Constituinte) de emendas ao projeto de Constituição por iniciativa popular. Assim, a tentativa de restringir os direitos humanos às questões policiais é, senão carregada de ignorância quanto ao amplo conteúdo e alcance dos direitos humanos, motivada de má-fé por grupos de poder historicamente obstruidores do irreversível processo evolutivo dos direitos humanos”.
(Alci Marcus Ribeiro Borges. Direitos humanos: conceitos e preconceitos. Jus Navigandi,

 Teresina, ano 11, n. 1248, 1 dez. 2006. Disponível em: http://jus.com.br. Acesso: 20.05.2013)

O texto apresentado procura

2013 Univ Estado São Paulo
46650

    Pois, para que eu seja livre, não é necessário que eu seja indiferente na escolha de um ou de outro dos dois contrários; mas, antes, quanto mais eu pender para um, seja porque eu conheça evidentemente que o bom e o verdadeiro aí se encontrem, seja porque Deus disponha assim o interior do meu pensamento, tanto mais livremente o escolherei e o abraçarei, [...] pois, se eu conhecesse sempre claramente o que é verdadeiro e o que é bom, nunca estaria em dificuldade para deliberar que juízo ou que escolha deveria fazer; e assim seria inteiramente livre sem nunca ser indiferente.

Descartes. Meditações. Coleção Os Pensadores.

A partir desse texto, analise as asserções a seguir.

A criatura humana pode errar ao fazer determinadas escolhas

porque

sua vontade livre se estende às coisas que não entende.

Acerca das asserções acima, assinale a opção correta.

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46649

    Ao investigar se a existência de Deus se impõe imediatamente à inteligência humana, Tomás de Aquino conclui: “A proposição Deus existe, enquanto tal, é evidente por si, porque nela o predicado é idêntico ao sujeito. Deus é seu próprio ser (...) Mas, como não conhecemos a essência de Deus, essa proposição não é evidente para nós, precisa ser demonstrada por meio do que é mais conhecido para nós, ainda que por sua natureza seja menos conhecido, isto é, pelos efeitos”.

Tomás de Aquino. Suma de Teologia, I, q.2, a.1. Tradução: Editora Loyola.

Considerando o texto acima e o tipo de abordagem de Tomás de Aquino acerca da existência de Deus, julgue os itens seguintes.

I -  Todo homem possui um conhecimento a priori da existência de Deus.
II -  A existência de Deus pode ser afirmada por intermédio da reflexão sobre os fenômenos deste mundo.
III -  Do predicado da proposição “Deus existe”, o homem infere imediatamente a existência divina.
IV -  Tomás de Aquino atribui a Anselmo a tese de que a existência de Deus é evidente por si mesma.
V -  A propósito da substância divina, a inteligência humana pode conhecer o “que ela é”.

Estão certos apenas os itens

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46648

   Julgamos conhecer cientificamente cada coisa, de modo absoluto e, não, à maneira sofística, por acidente, quando julgamos conhecer a causa pela qual a coisa é, que ela é a sua causa e que não pode ser de outra maneira.

Aristóteles. Segundos Analíticos, I ,2, 71b 9-12 apud Oswaldo Porchat. Ciência e dialética em Aristóteles.

No que concerne a esse texto à teoria aristotélica da ciência, julgue os itens subseqüentes.

I -  Um conhecimento é qualificado como científico, quando há a presença conjunta de causalidade e necessidade.
II -  A ciência não explica por que as coisas acontecem, mas descreve como acontecem.
III -  A ciência diz respeito aos aspectos contingentes do individual.
IV -  O conhecimento científico é um tipo de saber que se estabelece por meio da demonstração.
V -  Há ciência do que é invariante nas coisas cambiantes e nos seus modos de mudança.

Estão certos apenas os itens

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46647

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46646

Considere que “¬”, “∧” e “→” são, respectivamente, símbolos para a negação (“não”), conjunção (“e”) e condicional material (“se..., então...”) e que “p” e “q” são variáveis proposicionais. Ao se empregar os procedimentos das tabelas veritativas e, em seguida, do cálculo proposicional, pode-se concluir que a fórmula “(p → q) ÷ ¬(p ∧ ¬ q)”.

I é uma contingência.
II é uma contradição.
III é uma tautologia.
IV é um teorema.
V não é um teorema.


Estão certos apenas os itens

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46645

Considere o seguinte argumento:

Esse argumento é
I -  uma dedução, cujas premissas têm como conseqüência uma conclusão verdadeira.
II -  uma abdução, cuja conclusão explica aquilo que está enunciado nas premissas.
III -  uma indução, cujas premissas podem ser verdadeiras e a conclusão pode ser falsa.
IV -  um argumento cuja conclusão sempre preserva a suposta verdade das premissas.
V -  um argumento cuja conclusão não preserva a suposta verdade das premissas.

Estão certos apenas os itens

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46644

       (...) se a razão só por si não determina suficientemente a vontade, se está ainda sujeita a condições subjetivas (a certos móbiles) que não coincidem sempre com as objetivas; numa palavra, se a vontade não é em si plenamente conforme à razão (como acontece realmente entre os homens), então as ações, que objetivamente são reconhecidas como necessárias, são subjetivamente contingentes, e a determinação de uma tal vontade, conforme a leis objetivas, é obrigação.

Kant. Fundamentação da metafísica dos costumes. Coleção Os Pensadores. Segunda Seção, §12.

De acordo com esse texto, é correto afirmar que as inclinações

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46643

    No texto a seguir, Descartes formula o preceito inicial de suas regras do método: “O primeiro era o de jamais acolher alguma coisa como verdadeira que eu não conhecesse evidentemente como tal; isto é, de evitar cuidadosamente a precipitação e a prevenção, e de nada incluir em meus juízos que não se apresentasse tão clara e tão distintamente a meu espírito, que eu não tivesse nenhuma ocasião de pô-lo em dúvida”.

R. Descartes. Discurso do método.Coleção Os Pensadores.

A partir desse texto, julgue os seguintes itens.

I -  No conhecimento da verdade, a dúvida antecede a evidência.
II -  No conhecimento da verdade, a evidência antecede a dúvida.
III -  Clareza e distinção são critérios para o reconhecimento da verdade.
IV -  Sob o ponto de vista metodológico, o conhecimento independe do “eu”.
V -  O acesso à verdade depende das circunstâncias ocasionais vividas pelo “eu”.

Estão certos apenas os itens

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46642

      O existencialista não tem pejo em declarar que o homem é angústia. Significa isso: o homem ligado por um compromisso e que se dá conta de que não é apenas aquele que escolhe ser, mas de que é também um legislador pronto a escolher, ao mesmo tempo que a si mesmo, a humanidade inteira, não poderia escapar do sentimento da sua total e profunda responsabilidade”.

Jean-Paul Sartre. O existencialismo é um humanismo. Coleção Os Pensadores.

Tendo como referência esse texto, analise as asserções seguintes.

Para Sartre, dando-se conta de que suas escolhas repercutem além de si mesmo, envolvendo a humanidade inteira, o homem sente angústia,

porque

tem diante de si um compromisso que vai além de sua capacidade, pois nem mesmo suas escolhas individuais são livres, já que as contingências da vida determinam sua existência e sua essência.

Com base nas afirmativas acima, assinale a opção correta.

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46641

Considere a seguinte frase: Se todo homem é mortal e Sócrates é homem, então Sócrates é mortal.

Essa frase é 

I um argumento com premissas e conclusão verdadeiras.
II uma proposição com antecedente e conseqüente.
III um argumento condicional verdadeiro.
IV uma proposição condicional verdadeira.
V um argumento categórico verdadeiro.

Estão certos apenas os itens

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46640

       Não há dúvida de que as virtudes morais podem existir sem certas virtudes intelectuais, como a sabedoria, a ciência e a arte; não o podem porém sem o intelecto e a prudência. Assim, não podem existir sem a prudência, por ser a virtude moral um hábito eletivo, isto é, que torna boa a eleição. Ora, para esta ser boa se exigem duas condições. A primeira é haver a devida intenção do fim; e isto se dá pela virtude moral, que inclina a potência apetitiva ao bem conveniente com a razão, que é o fim devido. A segunda é que nos sirvamos retamente dos meios, o que se não pode dar senão pela razão, que aconselha retamente, no julgar e no ordenar, o que pertence à prudência e às virtudes anexas...

Tomás de Aquino. Suma Teológica.

Tendo como referência esse texto e a teoria das virtudes de Tomás de Aquino, analise as asserções a seguir.

Para Tomás de Aquino, há virtudes intelectuais que podem prescindir das virtudes morais, uma vez que não possuem ligação direta com a ação, mas não é o caso da virtude intelectual da prudência,

porque

a prudência consiste no intelecto prático, fazendo com que o homem não apenas conheça os princípios universais da razão, mas também leve em conta as diversas circunstâncias da vida humana.

Considerando essas assertivas, assinale a opção correta.

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46639

     Uma ação praticada por dever deve ter o seu valor moral, não no propósito que com ela se quer atingir, mas na máxima que a determina; não depende portanto da realidade do objeto da ação, mas somente do princípio do querer segundo o qual a ação, abstraindo de todos os objetos da faculdade de desejar, foi praticada.

Kant. Fundamentação da metafísica dos costumes.Coleção Os Pensadores.

De acordo com essa passagem, pode-se concluir que o valor da ação moral em Kant é determinado

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46638

      Quando, então, dizemos “Deus”, parecemos, certamente, designar uma substância, mas aquela que é para além da substância; quando, porém, dizemos “justo”, designamos, certamente, uma qualidade, mas não como acidente, e, sim, como aquela qualidade que é substância e, entretanto, é para além da substância: então, para Deus, o que ele é não é outro que o ser justo; é o mesmo, para Deus, ser e ser justo. Assim, também, quando se diz “grande” ou “máximo”, parecemos designar, certamente, uma quantidade, mas aquela quantidade que é a própria substância, tal como a dissemos ser para além da substância: o mesmo, com efeito, é para Deus, ser e ser grande. Sobre a sua forma (...), visto ele ser forma e uno verdadeiramente, não há, então, nenhuma pluralidade.

Boécio. A Santa Trindade. São Paulo: Martins Fontes.

Considerando esse texto e a concepção de Deus em Boécio, assinale a opção correta.

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46637

       Princípio dos seres (...) ele disse (que era) o ilimitado (...) Pois donde a geração é para os seres, é para onde também a corrupção se gera segundo o necessário; pois concedem eles mesmos justiça e deferência uns aos outros pela injustiça, segundo a ordenação do tempo.

Simplício. In: Physicam 24, 17: Anaximandro DK12A9. Coleção Os Pensadores.

Tendo como referência esse texto, analise as asserções abaixo.

Para os seres, a corrupção se gera para o ilimitado segundo o necessário,

porque

os seres concedem justiça e deferência uns aos outros pela injustiça.

Acerca dessas asserções, assinale a opção correta.

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46636

    (...) a solução é esta: que nós, de modo algum, admitimos que haja nomes universais quando, tendo sido destruídas as suas coisas, eles já não são predicáveis de vários, porquanto nem são comuns a quaisquer coisas, como o nome da rosa, quando já não há mais rosas, o qual, entretanto, ainda é então significativo em virtude do intelecto, embora careça de denominação, pois, de outra sorte, não haveria a proposição: nenhuma rosa existe”.

Pedro Abelardo. Lógica para principiantes. Petrópolis: Vozes.

Considerando o trecho acima, em que Abelardo trata do problema dos universais, assinale a opção correta.

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46635

     Neste ensaio, ‘ciência normal’ significa a pesquisa firmemente baseada em uma ou mais realizações científicas passadas. Essas realizações são reconhecidas durante algum tempo por alguma comunidade científica específica como proporcionando os fundamentos para sua prática posterior. (...) Suponhamos que as crises são uma pré-condição necessária para a emergência de novas teorias e perguntemos então como os cientistas respondem à sua existência. (...) De modo especial, a discussão precedente indicou que consideraremos revoluções científicas aqueles episódios de desenvolvimento não cumulativo nos quais um paradigma mais antigo é total ou parcialmente substituído por um novo, incompatível com o anterior.

T. Kuhn. A estrutura das revoluções científicas. Editora Perspectiva.

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando a filosofia da ciência de Thomas Kuhn, assinale a opção incorreta.

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46634

     Muitos afirmaram ... que Metrodoro tinha abolido o critério [de verdade] porque disse: “não sabemos nada, nem mesmo sabemos isto, que não sabemos nada”.

Sexto Empírico. Contra os professores 7.87. In: G. Giannantoni, Socratis reliquiae.

A partir desse texto, assinale a opção correta.

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46633

     O homem é um princípio motor de ações; ora, a deliberação gira em torno das coisas a serem feitas pelo próprio agente, e as ações têm em vista outra coisa que não elas mesmas. Com efeito, o fim não pode ser objeto de deliberação, mas apenas o meio.

Aristóteles. Ética a Nicômacos, III3, 1112b. Coleção Os Pensadores.

A partir desse texto de Aristóteles, assinale a opção correta.

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46632

    E dir-se-á o mesmo do justo e do injusto, do bom e do mau e de todas as idéias: cada uma, de per si, é uma, mas, devido ao fato de aparecerem em combinação com ações, corpos, e umas com as outras, cada uma delas se manifesta em toda a parte e aparenta ser múltipla.

Platão, República V. 476a. Fundação Calouste Gulbenkian.

A partir desse texto, assinale a opção correta.

2008 Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira
46631

     Já antes de suas respostas à questão do ente enquanto tal, a metafísica representou o ser. Ela expressa necessariamente o ser e, por isso mesmo, o faz constantemente. Mas a metafísica não leva o ser mesmo a falar, porque não considera o ser em sua verdade e a verdade como o desvelamento e este em sua essência. A essência da verdade sempre aparece à metafísica apenas na forma derivada da verdade do conhecimento e da enunciação. O desvelamento, porém, poderia ser algo mais originário que a verdade no sentido da veritas. Alétheia talvez fosse a palavra que dá o aceno ainda não experimentado para a essência impensada do esse.

M. Heidegger. Que é metafísica? Introdução (1949).Coleção Os Pensadores.

Considerando o trecho acima e a crítica à metafísica de Heidegger, assinale a opção correta.

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