BANCO DE QUESTÕES

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História


Exercício Trecho enunciado da questão Ano Entidade promotora Visualizar
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A Constituição de 1967 teve como objetivo

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Observe a imagem para responder à questão.

Entre as músicas associadas a mensagem política do cartaz, é possível identificar o samba

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O episódio considerado por muitos historiadores como o “prelúdio da Segunda Guerra Mundial” e que opôs a esquerda à direita fascista foi

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A partir de 1890, quando a capoeira foi criminalizada, através do artigo 402 do Código Penal, como atividade proibida (com pena que poderia levar de dois a seis meses de reclusão), a repressão policial abateu-se duramente sobre seus praticantes. Os capoeiristas eram considerados por muitos como “mendigos ou vagabundos”. Outras práticas afro-brasileiras, como o samba e os candomblés, foram igualmente perseguidas.

(Revista de História da Biblioteca Nacional, 21 jul.08)

A criminalização descrita no trecho pode ser associada

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Para responder à questão, leia um trecho adaptado de uma entrevista concedida pelo historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello ao Jornal do Commercio, de Recife, em 22 de janeiro de 2008, por ocasião do bicentenário da chegada da família real ao Brasil.

JORNAL DO COMMERCIO – O Brasil tem motivos para comemorar os 200 anos da chegada da família real?

EVALDO CABRAL DE MELLO – Só os cariocas. O Brasil ou é oito ou é oitenta. Há alguns anos, era oito: tinha grande êxito um filme que punha na tela antigos chavões sobre a presença da corte lusitana no Rio. Hoje estamos no oitenta: dom João VI passou de idiota régio a estadista ocidental.

JORNAL DO COMMERCIO – Se pudéssemos simplificar em duas palavras, a vinda da família real trouxe mais benefícios ou prejuízos para o Nordeste?

EVALDO CABRAL DE MELLO – Claro que prejuízos, e imediatos. Primeiro, a corte ficava muito mais perto, segundo, houve a espoliação das províncias promovida pela família real, em terceiro lugar, a presença de dom João era o esforço de um futuro regime centralizador, embora não se possa dizer que desde dom João o assunto já fosse de favas contadas.

Entre as reações à política estabelecida pela família real, é possível citar

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Sob qualquer aspecto, a revolução industrial foi provavelmente o mais importante acontecimento na história do mundo, pelo menos desde a invenção da agricultura e das cidades. E foi iniciado pela Grã-Bretanha. É evidente que isto não foi acidental. Qualquer que tenha sido a razão do avanço britânico, ele não se deveu à superioridade tecnológica e científica.


(HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998, p. 45)

Entre as razões para o pioneirismo britânico, é possível citar
 

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Observe as imagens para responder à questão.

Os três produtos representados nas imagens estiveram relacionados à interiorização da colonização, principalmente entre os séculos XVII e XVIII. O processo histórico que explica essa relação é

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Observe os mapas 1 e 2 para responder à questão.

As mudanças ocorridas nos territórios representados entre os mapas 1 e 2 estão relacionadas

 
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   A cidadania nos Estados nacionais contemporâneos é um fenômeno único na História. Não podemos falar de continuidade do mundo antigo, de repetição de uma experiência passada e nem mesmo de um desenvolvimento progressivo que unisse o mundo contemporâneo ao antigo. São mundos diferentes, com sociedades distintas, nas quais pertencimento, participação e direitos têm sentidos diversos.

(Norberto Luiz Guarinello, Cidades-Estado na Antiguidade Clássica. In PINSKY, Jaime; PINSKY,
Carla  Bassanezi (orgs.). História da Cidadania. São Paulo: Contexto, 2008, p. 29.)

Entre as diferenças que separam o Estado nacional contemporâneo da cidade-estado da Antiguidade, é possível destacar

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Essas ilhas são apêndices naturais do continente norte-americano, e uma delas – quase visível a olho nu de nossas costas – tornou-se, por muitas considerações, um objeto de importância transcendente para os interesses comerciais e políticos da nossa União. (...) Entre os interesses daquela ilha e deste país, tais são, certamente, as relações geográficas, comerciais, morais e políticas formadas pela natureza, a cristalizarem-se no processo do tempo, neste momento mesmo alcançando a maturidade, (...) é difícil resistir à convicção de que a anexação de Cuba por nossa República Federal será indispensável à continuidade e à integridade da nossa própria União... Há leis da política como há leis da gravitação física. E se uma maçã, separada de uma árvore nativa pela tempestade, não pode escolher, mas apenas cair no chão, Cuba, por força desligada do seu vínculo não natural com a Espanha, e incapaz de se auto-sustentar, só pode gravitar na direção da União Norte-Americana, a qual, pela mesma lei da natureza, não pode segregá-la do seu seio.

Carta de John Quincy Adams, secretário de Estado dos Estados Unidos, a Hugh Nelson, representante norte-americano em Madri, 23 de abril de 1823.

Analisando o texto acima e considerando a política externa norte-americana, conclui-se que

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Documento I                                                                                                                                                       E, segundo que a mim e a todos pareceu, esta gente não lhes falece outra coisa para ser toda cristã, senão entender-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer, como nós mesmos, por onde nos pareceu a todos que nenhuma idolatria, nem adoração têm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos serão tornados ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se alguém vier, não deixe logo de vir clérigo para os batizar, porque já então terão mais conhecimento de nossa fé, pelos dois degredados, que aqui entre eles ficam, os quais, ambos, hoje também comungaram.

Carta de Pero Vaz de Caminha. In: PEREIRA, Paulo Roberto (org). Os três únicos testemunhos do Descobrimento do Brasil. 2a ed. Rio de Janeiro: Lacerda, 1999. p. 54;57.

Documento II                                                                                                                                                  ... nenhuma fé têm, nem adoram a algum deus; nenhuma lei guardam ou preceitos, nem têm rei que lha dê e a quem obedeçam, senão é um capitão, mais pera a guerra que pera a paz.

SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil (1500-1627). Revista por Capistrano de Abreu, Rodolfo Garcia e Frei Venâncio Willeke, OFM. 6 ed. São Paulo: Edições Melhoramentos, 1975.

A partir da análise desses documentos conclui-se que, no período compreendido entre a produção do primeiro e do segundo,

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A imagem corresponde a uma representação recorrente de Tiradentes, cultuado oficialmente como herói republicano desde 1890. Ela resulta de uma construção historiográfica e política do personagem, que encontrou grande receptividade junto à população a partir do século XX. Uma das características dessa representação, que ajuda a explicar essa receptividade e a força de Tiradentes no imaginário brasileiro, é

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Diante do empreendimento de tamanha magnitude, como o que
estamos aqui realizando, não posso ocultar o meu entusiasmo
patriótico e a minha confiança na capacidade dos brasileiros.
O que representam as instalações da usina siderúrgica de Volta
Redonda, aos nossos olhos deslumbrados pelas grandiosas
perspectivas de um futuro próximo, é bem o marco definitivo
da emancipação econômica do país. Aqui ele está plantado,
em cimento e ferro, desafiando ceticismos e desalentos [...].


VARGAS, Getúlio. Volta Redonda e a capacidade construtiva dos
brasileiros, 1943, A nova política, v. 10, Rio de Janeiro: José
Olympio, 1938-1947, p. 54.

A Companhia Siderúrgica Nacional (1941) é um dos resultados da forma como o Governo de Vargas, entre 1930 e 1945, enfrentou o problema da infra-estrutura no Brasil, que envolvia principalmente três questões: o petróleo, a siderurgia e a energia elétrica.

PORQUE

Questões relativas a petróleo, siderurgia e energia elétrica eram entendidas pelo governo como fundamentais para a promoção do desenvolvimento industrial brasileiro que viria após a crise internacional, marcada pela quebra da bolsa de valores de Nova Iorque e a Segunda Guerra Mundial.

Analisando as afirmações acima, conclui-se que

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   É de lá [dos estados] que se governa a República, por cima
das multidões que tumultuam, agitadas, nas ruas da capital da
União. (...) A política dos estados (...) é a política nacional.


SALES, Campos. Da Propaganda à Presidência.
São Paulo: s. ed., 1908, p. 252.

O governo federal entregava cada um dos estados à facção
que dele primeiro se apoderasse. Contanto que se pusesse nas
mãos do presidente da República, esse grupo de exploradores
privilegiados receberia dele a mais ilimitada outorga, para
servilizar, corromper e roubar as populações.


Rui Barbosa apud LESSA, Renato. A Invenção Republicana: Campos
Sales, as bases e a decadência da Primeira República
Brasileira. Rio de Janeiro, Topbooks, 1999. p. 154.

A historiografia brasileira caracteriza o governo de Campos Sales (1898-1902) como o período de construção de práticas de estabilização política do regime republicano. Os testemunhos de Campos Sales e Rui Barbosa apresentam uma dessas práticas, a política dos estados, que pode ser entendida como

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No seu nascedouro, a palavra “descolonização” já vem carregada de ideologia, parecendo definir um destino histórico dos povos colonizados: depois de ter colonizado, o europeu “descoloniza”, estando, pois, implícita a vontade do país colonizador de abrir mão de pretensos direitos adquiridos em determinado momento. A generalização do termo implica, de certa forma, uma interpretação eurocêntrica da História, ou seja, a noção de que só a Europa possui uma história ou é capaz de elaborá-la. Os outros não têm história: nem passado a ser contado nem futuro a ser elaborado.

LINHARES, Maria Yedda Leite. Descolonização e lutas de libertação nacional. In: REIS FILHO, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge; ZENHA, Celeste (orgs.). O século XX. O tempo das dúvidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. 3 v. Vol. 3: p. 41.

Nas décadas de 1950 e 1960, as reivindicações das ex-colônias africanas e asiáticas resultaram em alterações na dinâmica bipolar do sistema internacional da Guerra Fria. Por meio do Movimento de Países Não-Alinhados (MPNA), os países do “Terceiro Mundo” buscaram (re)escrever a sua história e elaborar projetos próprios para o futuro

A respeito da descolonização do mundo afro-asiático e da formação do Terceiro Mundo, constata-se que:

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Nenhum Congresso dos Estados Unidos já reunido, ao
examinar o estado da União, encontrou uma perspectiva mais
agradável do que a de hoje [...] A grande riqueza criada por
nossa empresa e indústria, e poupada por nossa economia, teve
a mais ampla distribuição entre nosso povo, e corre como um
rio a servir à caridade e aos negócios do mundo. As demandas
da existência passaram do padrão da necessidade para a
região do luxo. A produção que aumenta é consumida por
uma crescente demanda interna e um comércio exterior em
expansão. O país pode encarar o presente com satisfação e
prever o futuro com otimismo.


Presidente dos Estados Unidos Calvin Coolidge, Mensagem ao
Congresso, 04 dez. 1928.

As nossas dificuldades, graças a Deus, apenas se referem a
coisas materiais.
Os preços desceram a níveis inimagináveis; os impostos
subiram; a administração sofre graves reduções de receitas, a
todos os níveis; os meios de trocas estão bloqueados nos
canais congelados do comércio; as folhas mortas das indústrias
juncam o solo por toda a parte; os rendeiros não encontram
mercados para os seus produtos; desapareceram as economias
amealhadas durante numerosos anos por milhares de famílias.
A nossa grande obrigação, a primeira, é fazer voltar o povo
ao trabalho [...].

Discurso do Presidente dos Estados Unidos Franklin Roosevelt, 1933.

Sem ele [o colapso econômico entre as guerras], com certeza
não teria havido Hitler. Quase certamente não teria havido
Roosevelt. É muito improvável que o sistema soviético tivesse
sido encarado como um sério rival econômico e uma
alternativa possível ao capitalismo mundial. [...] O mundo
do século XX é incompreensível se não entendermos o impacto
do colapso econômico.


HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-
1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 90-91.

Apenas cinco anos separam a mensagem do presidente republicano Calvin Coolidge e o discurso do presidente democrata Franklin Roosevelt. Ambos apresentaram avaliações bastante distintas acerca da realidade econômico-social pela qual passavam os Estados Unidos da América. O texto de Eric Hobsbawm permite entender um pouco melhor as avaliações dos presidentes. Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir.

I - O New Deal representou uma mudança significativa no modelo tradicional de economia de mercado praticada pelos norte-americanos.

II - A Grande Depressão atingiu todos os países que mantinham algum tipo de relação com os Estados Unidos da América, como a Inglaterra, a França, a União Soviética e o Brasil.

III - A Grande Depressão foi um dos fatores que colaboraram para a construção de discursos críticos sobre o modelo liberal-democrático.

IV - A Grande Depressão, no Brasil, atingiu os setores agrícola e industrial, devido à falta de investimento externo norte-americano.

Estão corretas APENAS as afirmações

 

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...o fato maior do século XIX é a criação de uma economia
global única, que atinge progressivamente as mais remotas
paragens do mundo, uma rede cada vez mais densa de
transações econômicas, comunicações e movimentos de bens,
dinheiro e pessoas ligando os países desenvolvidos entre si e
ao mundo não desenvolvido.[...] Sem isso não haveria um
motivo especial para que os Estados europeus tivessem um
interesse algo mais que fugaz nas questões, digamos, da bacia
do rio do Congo, ou tivessem se empenhado em disputas
diplomáticas em torno de algum atol do Pacífico. Essa
globalização da economia não era nova, embora tivesse se
acelerado consideravelmente nas décadas centrais do século.


HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. 1875-1914. Rio de Janeiro:
Paz e Terra, 1988. p. 95.

Para Hobsbawm, o que caracteriza a expansão imperialista européia no século XIX?

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