Português Nível Superior
| Exercício |
Trecho do Enunciado da Questão |
Ano |
Entidade Promotora |
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| 0010164 |
A história é o lugar onde acontece o processo da superação do particular e da afirmação do geral. Trata-se da famosa astúcia da razão que se realiza na história. A história é, portanto, a cena da dominação; dizendo de outro modo, a dominação se realiza na história. Poderíamos dizer que a denominação tem características europeia, o que pode inclusive se confirmado historicamente. A globalização surgiu na Europa com o movimento protestante e hoje domina o contexto histórico dominado pela racionalidade europeia. A dominação e a colonização do mundo são, portanto, as últimas palavras da modernidade, e por isso temos de nos perguntar qual é o preço a pagar para sermos modernos e entrarmos no mundo global. Mirosalav Milovic. Comunidade da diferença Rio de Janeiro Relume Dumará, 2004, p. 20 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, tomando por base a organização do texto acima. No período "A globalização (...) o mundo" (l.7-9), a preposição "com" estabelece relação de adição entre "globalização" e "movimento protestante", podendo-se, portanto, usar o verbo da segunda oração flexionado no plural - dominam -, sem prejuízo da coerência e da correção gramatical do texto. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010165 |
A história é o lugar onde acontece o processo da superação do particular e da afirmação do geral. Trata-se da famosa astúcia da razão que se realiza na história. A história é, portanto, a cena da dominação; dizendo de outro modo, a dominação se realiza na história. Poderíamos dizer que a denominação tem características europeia, o que pode inclusive se confirmado historicamente. A globalização surgiu na Europa com o movimento protestante e hoje domina o contexto histórico dominado pela racionalidade europeia. A dominação e a colonização do mundo são, portanto, as últimas palavras da modernidade, e por isso temos de nos perguntar qual é o preço a pagar para sermos modernos e entrarmos no mundo global. Mirosalav Milovic. Comunidade da diferença Rio de Janeiro Relume Dumará, 2004, p. 20 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, tomando por base a organização do texto acima. A relação entre as ideias do texto admite que, na linha 7, fazendo-se os devidos ajustes na letra inicial maiúscula, o sinal de ponto depois de "historicamente" seja substituído pelo sinal de dois-pontos, de forma a deixar explícito um argumento de confirmação histórica. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010166 |
A história é o lugar onde acontece o processo da superação do particular e da afirmação do geral. Trata-se da famosa astúcia da razão que se realiza na história. A história é, portanto, a cena da dominação; dizendo de outro modo, a dominação se realiza na história. Poderíamos dizer que a denominação tem características europeia, o que pode inclusive se confirmado historicamente. A globalização surgiu na Europa com o movimento protestante e hoje domina o contexto histórico dominado pela racionalidade europeia. A dominação e a colonização do mundo são, portanto, as últimas palavras da modernidade, e por isso temos de nos perguntar qual é o preço a pagar para sermos modernos e entrarmos no mundo global. Mirosalav Milovic. Comunidade da diferença Rio de Janeiro Relume Dumará, 2004, p. 20 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, tomando por base a organização do texto acima. Na organização da argumentação, a opção pelo uso do futuro do pretérito na flexão do verbo auxiliar, em "Poderíamos dizer" (l.5), indica que o autor, em um tempo anterior à escrita do texto, considerava duvidosa a hipótese de a dominação ter "características europeias" (l.6). |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010167 |
A visão do sujeito indivíduo - indivisível - pressupõe um caráter singular, único, racional e pensante em cada um de nós. Mas não há como pensar que existimos previamente a nossas relações sociais: nós nos fazemos em teias e tensões relacionais que conformarão nossas capacidades, de acordo com a sociedade em que vivemos. A sociologia trabalha com a concepção dessa relação entre o que é "meu" e o que é "nosso". A pergunta que propõe é: como nos fazemos e nos refazemos em nossas relações com as instituições e nas relações que estabelecemos com os outros? Não há, assim, uma visão de homem como uma unidade fechada em si mesma, como Homo clausus. Estaríamos envolvidos , constantemente, em tramas complexas de internalização do "exterior" e, também, de rejeição ou negociação próprias e singulares do "exterior" . As experiências que o homem vai adquirindo na relação com os outros são as que determinarão as suas aptidões, os seus gostos, as suas formas de agir. Flávia Schilling Perspectivas Sociológicas. Educação & psicologia. In: Revista Educação, vol 1, p. 47 (com adaptações) Julgue os seguintes itens, a respeito das estruturas linguísticas e do desenvolvimento argumentativo do texto acima. O uso da forma verbal flexionada na primeira pessoa do plural "Estaríamos" (l.13) inclui autor e leitores no desenvolvimento da argumentação, de tal modo que seria coerente e gramaticalmente correto substituir "o homem vai adquirindo" (l.16) por vamos adquirindo, no período seguinte. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010168 |
A visão do sujeito indivíduo - indivisível - pressupõe um caráter singular, único, racional e pensante em cada um de nós. Mas não há como pensar que existimos previamente a nossas relações sociais: nós nos fazemos em teias e tensões relacionais que conformarão nossas capacidades, de acordo com a sociedade em que vivemos. A sociologia trabalha com a concepção dessa relação entre o que é "meu" e o que é "nosso". A pergunta que propõe é: como nos fazemos e nos refazemos em nossas relações com as instituições e nas relações que estabelecemos com os outros? Não há, assim, uma visão de homem como uma unidade fechada em si mesma, como Homo clausus. Estaríamos envolvidos , constantemente, em tramas complexas de internalização do "exterior" e, também, de rejeição ou negociação próprias e singulares do "exterior" . As experiências que o homem vai adquirindo na relação com os outros são as que determinarão as suas aptidões, os seus gostos, as suas formas de agir. Flávia Schilling Perspectivas Sociológicas. Educação & psicologia. In: Revista Educação, vol 1, p. 47 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, a respeito das estruturas linguísticas e do desenvolvimento argumentativo do texto acima. O emprego das aspas nos termos das linhas 8, 14 e 15 ressalta, no contexto, o valor significativo não usual desses termos. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010169 |
A visão do sujeito indivíduo - indivisível - pressupõe um caráter singular, único, racional e pensante em cada um de nós. Mas não há como pensar que existimos previamente a nossas relações sociais: nós nos fazemos em teias e tensões relacionais que conformarão nossas capacidades, de acordo com a sociedade em que vivemos. A sociologia trabalha com a concepção dessa relação entre o que é "meu" e o que é "nosso". A pergunta que propõe é: como nos fazemos e nos refazemos em nossas relações com as instituições e nas relações que estabelecemos com os outros? Não há, assim, uma visão de homem como uma unidade fechada em si mesma, como Homo clausus. Estaríamos envolvidos , constantemente, em tramas complexas de internalização do "exterior" e, também, de rejeição ou negociação próprias e singulares do "exterior" . As experiências que o homem vai adquirindo na relação com os outros são as que determinarão as suas aptidões, os seus gostos, as suas formas de agir. Flávia Schilling Perspectivas Sociológicas. Educação & psicologia. In: Revista Educação, vol 1, p. 47 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, a respeito das estruturas linguísticas e do desenvolvimento argumentativo do texto acima. O emprego do sinal de dois-pontos, na linha 9, anuncia que uma consequência do que foi dito é explicitar a pergunta proposta pela sociologia. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010170 |
A visão do sujeito indivíduo - indivisível - pressupõe um caráter singular, único, racional e pensante em cada um de nós. Mas não há como pensar que existimos previamente a nossas relações sociais: nós nos fazemos em teias e tensões relacionais que conformarão nossas capacidades, de acordo com a sociedade em que vivemos. A sociologia trabalha com a concepção dessa relação entre o que é "meu" e o que é "nosso". A pergunta que propõe é: como nos fazemos e nos refazemos em nossas relações com as instituições e nas relações que estabelecemos com os outros? Não há, assim, uma visão de homem como uma unidade fechada em si mesma, como Homo clausus. Estaríamos envolvidos , constantemente, em tramas complexas de internalização do "exterior" e, também, de rejeição ou negociação próprias e singulares do "exterior" . As experiências que o homem vai adquirindo na relação com os outros são as que determinarão as suas aptidões, os seus gostos, as suas formas de agir. Flávia Schilling Perspectivas Sociológicas. Educação & psicologia. In: Revista Educação, vol 1, p. 47 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, a respeito das estruturas linguísticas e do desenvolvimento argumentativo do texto acima. Na linha 4, para se evitar a sequência "nós nos", o pronome átono poderia ser colocado depois da forma verbal "fazemos", sem que a correção gramatical do trecho fosse prejudicada, prescindindo-se de outras alterações gráficas. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010171 |
A visão do sujeito indivíduo - indivisível - pressupõe um caráter singular, único, racional e pensante em cada um de nós. Mas não há como pensar que existimos previamente a nossas relações sociais: nós nos fazemos em teias e tensões relacionais que conformarão nossas capacidades, de acordo com a sociedade em que vivemos. A sociologia trabalha com a concepção dessa relação entre o que é "meu" e o que é "nosso". A pergunta que propõe é: como nos fazemos e nos refazemos em nossas relações com as instituições e nas relações que estabelecemos com os outros? Não há, assim, uma visão de homem como uma unidade fechada em si mesma, como Homo clausus. Estaríamos envolvidos , constantemente, em tramas complexas de internalização do "exterior" e, também, de rejeição ou negociação próprias e singulares do "exterior" . As experiências que o homem vai adquirindo na relação com os outros são as que determinarão as suas aptidões, os seus gostos, as suas formas de agir. Flávia Schilling Perspectivas Sociológicas. Educação & psicologia. In: Revista Educação, vol 1, p. 47 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, a respeito das estruturas linguísticas e do desenvolvimento argumentativo do texto acima. A inserção do sinal indicativo de crase em "existimos previamente a nossas relações sociais" (l.3-4) preservaria a correção gramatical e a coerência do texto, tornando determinado o termo "relações". |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010172 |
Nossos projetos de vida dependem muito do futuro do país no qual vivemos. E o futuro de um país não é obra do acaso ou da fatalidade. Uma nação se constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos - e às vezes, até violentos - entre grupos com visões de futuro, concepções de desenvolvimento e interesses distintos e conflitantes. Para muitos, os carros de luxo que trafegam pelos bairros elegantes das capitais ou os telefones celulares não constituem indicadores de modernidade. Modernidade seria assegurar a todos os habitantes do país um padrão de vida compatível com o pleno exercício dos direitos democráticos. Por isso, dão mais valor a um modelo de desenvolvimento que assegure a toda a população alimentação, moradia, escola, hospital, transporte coletivo, bibliotecas, parques públicos. Modernidade, para os que pensam assim, é sistema judiciário eficiente, com aplicação rápida e democrática da justiça; são instituições públicas sólidas e eficazes; é o controle nacional das decisões econômicas. Plínio Arruda Sampaio. O Brasil em construção In: Márcia Kupstas (Org.). Identidade nacional em debate. São Paulo. Moderna, 1997, p. 27-9 (com adaptações) Considerando a argumentação do texto acima bem como as estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue a afirmativa a seguir. Se o terceiro parágrafo do texto constituísse o corpo de um documento oficial, como um relatório ou parecer, por exemplo, seria necessário preservar o paralelismo entre as ideias a respeito de "Modernidade" (l.11 e 16), por meio da conjugação do verbo ser, nas linhas 11 e 17, no mesmo tempo verbal. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010173 |
Nossos projetos de vida dependem muito do futuro do país no qual vivemos. E o futuro de um país não é obra do acaso ou da fatalidade. Uma nação se constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos - e às vezes, até violentos - entre grupos com visões de futuro, concepções de desenvolvimento e interesses distintos e conflitantes. Para muitos, os carros de luxo que trafegam pelos bairros elegantes das capitais ou os telefones celulares não constituem indicadores de modernidade. Modernidade seria assegurar a todos os habitantes do país um padrão de vida compatível com o pleno exercício dos direitos democráticos. Por isso, dão mais valor a um modelo de desenvolvimento que assegure a toda a população alimentação, moradia, escola, hospital, transporte coletivo, bibliotecas, parques públicos. Modernidade, para os que pensam assim, é sistema judiciário eficiente, com aplicação rápida e democrática da justiça; são instituições públicas sólidas e eficazes; é o controle nacional das decisões econômicas. Plínio Arruda Sampaio. O Brasil em construção In: Márcia Kupstas (Org.). Identidade nacional em debate. São Paulo. Moderna, 1997, p. 27-9 (com adaptações) Considerando a argumentação do texto acima bem como as estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue a afirmativa a seguir. Para evitar o emprego redundante de estruturas sintáticosemânticas, como o que se identifica no trecho "Uma nação se constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos" (l.3-4), poder-se-ia unir as ideias em um só período sintático - Uma nação se constrói no meio de embates -, o que preservaria a correção gramatical do texto, mas reduziria a intensidade de sua argumentação. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010174 |
Nossos projetos de vida dependem muito do futuro do país no qual vivemos. E o futuro de um país não é obra do acaso ou da fatalidade. Uma nação se constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos - e às vezes, até violentos - entre grupos com visões de futuro, concepções de desenvolvimento e interesses distintos e conflitantes. Para muitos, os carros de luxo que trafegam pelos bairros elegantes das capitais ou os telefones celulares não constituem indicadores de modernidade. Modernidade seria assegurar a todos os habitantes do país um padrão de vida compatível com o pleno exercício dos direitos democráticos. Por isso, dão mais valor a um modelo de desenvolvimento que assegure a toda a população alimentação, moradia, escola, hospital, transporte coletivo, bibliotecas, parques públicos. Modernidade, para os que pensam assim, é sistema judiciário eficiente, com aplicação rápida e democrática da justiça; são instituições públicas sólidas e eficazes; é o controle nacional das decisões econômicas. Plínio Arruda Sampaio. O Brasil em construção In: Márcia Kupstas (Org.). Identidade nacional em debate. São Paulo. Moderna, 1997, p. 27-9 (com adaptações) Considerando a argumentação do texto acima bem como as estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue a afirmativa a seguir. Infere-se da leitura do texto que o futuro de um país seria "obra do acaso" (l.3) se a modernidade não assegurasse um padrão de vida democrático a todos os seus cidadãos. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010175 |
Nossos projetos de vida dependem muito do futuro do país no qual vivemos. E o futuro de um país não é obra do acaso ou da fatalidade. Uma nação se constrói. E constrói-se no meio de embates muito intensos - e às vezes, até violentos - entre grupos com visões de futuro, concepções de desenvolvimento e interesses distintos e conflitantes. Para muitos, os carros de luxo que trafegam pelos bairros elegantes das capitais ou os telefones celulares não constituem indicadores de modernidade. Modernidade seria assegurar a todos os habitantes do país um padrão de vida compatível com o pleno exercício dos direitos democráticos. Por isso, dão mais valor a um modelo de desenvolvimento que assegure a toda a população alimentação, moradia, escola, hospital, transporte coletivo, bibliotecas, parques públicos. Modernidade, para os que pensam assim, é sistema judiciário eficiente, com aplicação rápida e democrática da justiça; são instituições públicas sólidas e eficazes; é o controle nacional das decisões econômicas. Plínio Arruda Sampaio. O Brasil em construção In: Márcia Kupstas (Org.). Identidade nacional em debate. São Paulo. Moderna, 1997, p. 27-9 (com adaptações) Considerando a argumentação do texto acima bem como as estruturas linguísticas nele utilizadas, julgue a afirmativa a seguir. Na linha 2, mantendo-se a correção gramatical do texto, pode-se empregar em que ou onde em lugar de "no qual". |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010176 |
A história é o lugar onde acontece o processo da superação do particular e da afirmação do geral. Trata-se da famosa astúcia da razão que se realiza na história. A história é, portanto, a cena da dominação; dizendo de outro modo, a dominação se realiza na história. Poderíamos dizer que a denominação tem características europeia, o que pode inclusive se confirmado historicamente. A globalização surgiu na Europa com o movimento protestante e hoje domina o mundo. O mundo é dominado pela racionalidade subjetiva, no contexto histórico dominado pela racionalidade europeia. A dominação e a colonização do mundo são, portanto, as últimas palavras da modernidade, e por isso temos de nos perguntar qual é o preço a pagar para sermos modernos e entrarmos no mundo global. Mirosalav Milovic. Comunidade da diferença Rio de Janeiro Relume Dumará, 2004, p. 20 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, tomando por base a organização do texto acima. Na linha 2, a repetição da preposição de antes de "superação", "particular" e "afirmação" indica que esses três termos estão empregados como complemento do nome "processo", caracterizando-o como acontecimento na história. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010177 |
A história é o lugar onde acontece o processo da superação do particular e da afirmação do geral. Trata-se da famosa astúcia da razão que se realiza na história. A história é, portanto, a cena da dominação; dizendo de outro modo, a dominação se realiza na história. Poderíamos dizer que a denominação tem características europeia, o que pode inclusive se confirmado historicamente. A globalização surgiu na Europa com o movimento protestante e hoje domina o mundo. O mundo é dominado pela racionalidade subjetiva, no contexto histórico dominado pela racionalidade europeia. A dominação e a colonização do mundo são, portanto, as últimas palavras da modernidade, e por isso temos de nos perguntar qual é o preço a pagar para sermos modernos e entrarmos no mundo global. Mirosalav Milovic. Comunidade da diferença Rio de Janeiro Relume Dumará, 2004, p. 20 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, tomando por base a organização do texto acima. Pela argumentação do texto, infere-se que, se não existisse globalização, também não existiria o domínio da racionalidade e, por consequência, não haveria colonização. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010178 |
A história é o lugar onde acontece o processo da superação do particular e da afirmação do geral. Trata-se da famosa astúcia da razão que se realiza na história. A história é, portanto, a cena da dominação; dizendo de outro modo, a dominação se realiza na história. Poderíamos dizer que a denominação tem características europeia, o que pode inclusive se confirmado historicamente. A globalização surgiu na Europa com o movimento protestante e hoje domina o mundo. O mundo é dominado pela racionalidade subjetiva, no contexto histórico dominado pela racionalidade europeia. A dominação e a colonização do mundo são, portanto, as últimas palavras da modernidade, e por isso temos de nos perguntar qual é o preço a pagar para sermos modernos e entrarmos no mundo global. Mirosalav Milovic. Comunidade da diferença Rio de Janeiro Relume Dumará, 2004, p. 20 (com adaptações) Julgue a afirmativa a seguir, tomando por base a organização do texto acima. Ao ligar dois períodos sintáticos, o conectivo "Mas" (l.3) introduz a oposição entre a ideia de um sujeito único e indivisível e a ideia de um sujeito moldado por teias de relações sociais. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010179 |
O uso do espaço público nas grandes cidades é um desafio. Sobretudo porque algumas regras básicas de boa convivência não são respeitadas. Por exemplo, tentar sair de um vagão do metrô com a multidão do lado de fora querendo entrar a qualquer preço, sem esperar e dar passagem aos demais usuários. Ou andar por ruas sujas de lixo, com fezes de cachorro e cheiro de urina. São situações que transformam o convívio urbano em uma experiência ruim. A saída é a educação. Convencidos disso, empresas e governos estão bombardeado a população com campanhas de conscientização - e multas, quando só as advertências não funcionarem. Independentemente da estratégia, o senso de urgência para uma mudança de comportamento na sociedade brasileira veio pra ficar. As iniciativas são louváveis. Caso a população , porém, se sinta apenas punida ou obrigada a uma atitude, e não parte da comunidade, os benefícios não se tornarão duradouros. Suzane G. Frutuoso Vai doer no bolsão In: Istoé, 22/7/2009, p. 74-5 (com adaptações) A respeito da organização das estruturas linguísticas do texto acima e da redação de correspondências oficiais, julgue a afirmativa a seguir. Na linha 11, a presença da conjunção "e" torna desnecessário o uso do travessão, que tem apenas a função de enfatizar a aplicação de "multas"; por isso, a retirada desse sinal de pontuação não prejudicaria a correção nem a coerência do texto. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010180 |
O uso do espaço público nas grandes cidades é um desafio. Sobretudo porque algumas regras básicas de boa convivência não são respeitadas. Por exemplo, tentar sair de um vagão do metrô com a multidão do lado de fora querendo entrar a qualquer preço, sem esperar e dar passagem aos demais usuários. Ou andar por ruas sujas de lixo, com fezes de cachorro e cheiro de urina. São situações que transformam o convívio urbano em uma experiência ruim. A saída é a educação. Convencidos disso, empresas e governos estão bombardeado a população com campanhas de conscientização - e multas, quando só as advertências não funcionarem. Independentemente da estratégia, o senso de urgência para uma mudança de comportamento na sociedade brasileira veio pra ficar. As iniciativas são louváveis. Caso a população , porém, se sinta apenas punida ou obrigada a uma atitude, e não parte da comunidade, os benefícios não se tornarão duradouros. Suzane G. Frutuoso Vai doer no bolsão In: Istoé, 22/7/2009, p. 74-5 (com adaptações) A respeito da organização das estruturas linguísticas do texto acima e da redação de correspondências oficiais, julgue a afirmativa a seguir. Na relação entre as ideias do texto, subentende-se ao imediatamente antes de "tentar" (l.3) e de "andar" (l.6); por isso, a inserção de ao nessas posições tornaria o texto mais claro, além de manter a sua correção gramatical. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010181 |
O uso do espaço público nas grandes cidades é um desafio. Sobretudo porque algumas regras básicas de boa convivência não são respeitadas. Por exemplo, tentar sair de um vagão do metrô com a multidão do lado de fora querendo entrar a qualquer preço, sem esperar e dar passagem aos demais usuários. Ou andar por ruas sujas de lixo, com fezes de cachorro e cheiro de urina. São situações que transformam o convívio urbano em uma experiência ruim. A saída é a educação. Convencidos disso, empresas e governos estão bombardeado a população com campanhas de conscientização - e multas, quando só as advertências não funcionarem. Independentemente da estratégia, o senso de urgência para uma mudança de comportamento na sociedade brasileira veio pra ficar. As iniciativas são louváveis. Caso a população , porém, se sinta apenas punida ou obrigada a uma atitude, e não parte da comunidade, os benefícios não se tornarão duradouros. Suzane G. Frutuoso Vai doer no bolsão In: Istoé, 22/7/2009, p. 74-5 (com adaptações) A respeito da organização das estruturas linguísticas do texto acima e da redação de correspondências oficiais, julgue a afirmativa a seguir. Respeitam-se a coerência da argumentação do texto e a sua correção gramatical, se, em vez de se empregar "do espaço público" (l.1), no singular, esse termo for usado no plural: dos espaços públicos. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010182 |
Na verdade, o que hoje definimos como democracia só possível em sociedades de tipo capitalista, mas não necessariamente de mercado. De modo geral, a democratização das sociedades impõe limites a mercado, assim como desigualdades sociais em geral não contribuem para a fixação de uma tradição democrática. Penso que temos de refletir um pouco a respeito do que significa democracia. Para mim, não se trata tem um regime com características fixas, mas de um processo que, apesar de constituir formas institucionais, não se esgota nelas. É tempo de voltar ao filósofo Espinosa e imaginar a democracia com uma potencialidade do social, que, se de um lado exige a criação de formas e de configurações legais e institucionais, por outro não permite parar. A democratização no século XX não se limitou à extensão de direitos políticos e civis. O tema da igualdade atravessou, com maior ou menor força, as chamadas sociedades ocidentais. Renato Lessa Democracia em Debate In: Revista Cult, nº 137, ano 12, jul/2009, p. 57 (com adaptações) Com base nas estruturas linguísticas e nas relações argumentativas do texto acima, julgue a afirmativa seguinte. |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010183 |
Na verdade, o que hoje definimos como democracia só possível em sociedades de tipo capitalista, mas não necessariamente de mercado. De modo geral, a democratização das sociedades impõe limites a mercado, assim como desigualdades sociais em geral não contribuem para a fixação de uma tradição democrática. Penso que temos de refletir um pouco a respeito do que significa democracia. Para mim, não se trata tem um regime com características fixas, mas de um processo que, apesar de constituir formas institucionais, não se esgota nelas. É tempo de voltar ao filósofo Espinosa e imaginar a democracia com uma potencialidade do social, que, se de um lado exige a criação de formas e de configurações legais e institucionais, por outro não permite parar. A democratização no século XX não se limitou à extensão de direitos políticos e civis. O tema da igualdade atravessou, com maior ou menor força, as chamadas sociedades ocidentais. Renato Lessa Democracia em Debate In: Revista Cult, nº 137, ano 12, jul/2009, p. 57 (com adaptações) Com base nas estruturas linguísticas e nas relações argumentativas do texto acima, julgue a afirmativa a seguir. Depreende-se da argumentação do texto que o autor considera as instituições como as únicas "características fixas" (l.8-9) aceitáveis de "democracia" (l.1 e 7). |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010184 |
Na verdade, o que hoje definimos como democracia só possível em sociedades de tipo capitalista, mas não necessariamente de mercado. De modo geral, a democratização das sociedades impõe limites a mercado, assim como desigualdades sociais em geral não contribuem para a fixação de uma tradição democrática. Penso que temos de refletir um pouco a respeito do que significa democracia. Para mim, não se trata tem um regime com características fixas, mas de um processo que, apesar de constituir formas institucionais, não se esgota nelas. É tempo de voltar ao filósofo Espinosa e imaginar a democracia com uma potencialidade do social, que, se de um lado exige a criação de formas e de configurações legais e institucionais, por outro não permite parar. A democratização no século XX não se limitou à extensão de direitos políticos e civis. O tema da igualdade atravessou, com maior ou menor força, as chamadas sociedades ocidentais. Renato Lessa Democracia em Debate In: Revista Cult, nº 137, ano 12, jul/2009, p. 57 (com adaptações) Com base nas estruturas linguísticas e nas relações argumentativas do texto acima, julgue a afirmativa a seguir. Na linha 8, a flexão de singular em "não se trata" deve-se ao emprego do singular em "um regime". |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010185 |
Na verdade, o que hoje definimos como democracia só possível em sociedades de tipo capitalista, mas não necessariamente de mercado. De modo geral, a democratização das sociedades impõe limites a mercado, assim como desigualdades sociais em geral não contribuem para a fixação de uma tradição democrática. Penso que temos de refletir um pouco a respeito do que significa democracia. Para mim, não se trata tem um regime com características fixas, mas de um processo que, apesar de constituir formas institucionais, não se esgota nelas. É tempo de voltar ao filósofo Espinosa e imaginar a democracia com uma potencialidade do social, que, se de um lado exige a criação de formas e de configurações legais e institucionais, por outro não permite parar. A democratização no século XX não se limitou à extensão de direitos políticos e civis. O tema da igualdade atravessou, com maior ou menor força, as chamadas sociedades ocidentais. Renato Lessa Democracia em Debate In: Revista Cult, nº 137, ano 12, jul/2009, p. 57 (com adaptações) Com base nas estruturas linguísticas e nas relações argumentativas do texto acima, julgue a afirmativa seguinte. Seria mantida a coerência entre as ideias do texto caso o segundo período sintático fosse introduzido com a expressão Desse modo, em lugar de "De modo geral" (l.3). |
2009 |
CESPE-UNB |
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| 0010227 |
A colocação do pronome átono destacado está INCORRETA em: |
2011 |
CESGRANRIO |
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| 0010228 |
Considere as frases abaixo.
I – Há amigos de infância de quem nunca nos esquecemos.
II – Deviam existir muitos funcionários despreparados; por isso, talvez, existissem discordâncias entre os elementos do grupo.
Substituindo-se em I o verbo haver por existir e em II o verbo existir por haver, a sequência correta é |
2011 |
CESGRANRIO |
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| 0010230 |
A concordância nominal está corretamente estabelecida em: |
2011 |
CESGRANRIO |
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